<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601</id><updated>2012-01-16T10:45:51.038-02:00</updated><category term='Opinião'/><category term='Fotografia'/><category term='Livro'/><category term='Cinema'/><title type='text'>Pedro Rabello</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-8227689022950629725</id><published>2011-12-01T00:00:00.086-02:00</published><updated>2011-12-01T00:00:04.545-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Another Year</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="https://lh3.googleusercontent.com/-VEG5nlfTeT8/TWqvUEv4zjI/AAAAAAAAAps/nENaCgj_A6E/s1600/anotheryear.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada nos filmes do britânico Mike Leigh é grandioso. Seus roteiros são todos trabalhos nos detalhes, nas pequenices e nas singelezas de vidas absolutamente comuns. Seus personagens não foram calcados para ocupar postos heróicos, eles possuem a humanidade de todos nós, pobres mortais, com suas virtudes e defeitos preservados. Os filmes do diretor são, em geral, pequenas joias lapidadas com paciência e simplicidade, gemas que se tornam poderosas pela coesão de seus elementos narrativos. Nessa linha estão &lt;i&gt;Segredos e Mentiras&lt;/i&gt; (1996), &lt;i&gt;O Segredo de Vera Drake&lt;/i&gt; (2004) e &lt;i&gt;Simplesmente Feliz&lt;/i&gt; (2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Another Year&lt;/i&gt; é mais um pequeno exemplar que se soma à filmografia do diretor. O filme conta a história de Tom (Jim Broadbent) e Gerri (Ruth Sheen), um casal de meia-idade que vive um casamento sólido e feliz. A referência do título diz respeito ao período que o filme compreende: um ano. E, não por acaso, seu título original é &lt;i&gt;Another Year&lt;/i&gt;, ou seja, não se trata de um ano extraordinário, e sim de um ano como outro qualquer, no qual eles recebem as visitas de familiares e amigos em sua casa, no qual acompanham problemas pessoais alheios e dão conselhos para as mais diversas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leigh optou por dividir a história de acordo com as estações, elencando alguns dos episódios mais significativos do ano do casal (vale reforçar que são episódios significativos na vida daqueles personagens, mas não grandiosos aos olhos do espectador). Na primavera, por exemplo, Tom e Gerri receberam a visita de Mary (Lesley Manville), uma amiga de longa data que enfrenta uma crise de meia-idade agravada pelo fato de ela ter sido abandonada pelo marido. Depois, recebem Ken (Peter Wight), amigo também antigo que trava uma luta contra o alcoolismo e busca se salvar encontrando um novo amor. A reboque vem o filho Joe (Oliver Maltman), que apresenta à família sua nova namorada. Depois, os protagonistas terão que dar suporte a Ronnie (David Bradley), irmão de Tom, que perdeu a mulher recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As histórias individuais de Mary, Ken, Joe e Ronnie convergem para o ponto principal do filme, a vida em conjunto de Tom e Gerri. É sob o prisma do casamento que todas essas histórias são analisadas e que, por vezes, vão se cruzar para falar do tema central do filme: o convívio. É no cotidiano que reside a matéria-prima do cinema de Leigh. E é justamente por isso que seus diálogos são bem trabalhados em um roteiro que se estrutura a partir das conversas dos personagens e dos conselhos que o casal dá a cada um dos visitantes que recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sustentar toda essa quantidade de discursos, é preciso um elenco coeso e capaz de atuar em gestos simples. Não há como destacar uma interpretação em particular, ainda que o filme conte com o ótimo ator Jim Broadbent. Estão todos muito adequados a seus papéis e às histórias de vida de seus personagens, tornando o filme realista e comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica mais claro em &lt;i&gt;Another Year&lt;/i&gt; é a capacidade do diretor em transformar o trivial em uma boa história. Contrastando a felicidade de Tom e Gerri com os infortúnios dos seus visitantes, Leigh aborda temas como o isolamento, o envelhecimento e a inexorabilidade do fim (seja de um relacionamento ou da vida). Com isso, ele transforma o filme em um retrato bastante honesto da sociedade em que vivemos atualmente e dos problemas que ela nos obriga a enfrentar. E o maior mérito do diretor é conseguir abordar a banalidade sem ser enfadonho, imprimindo na tela personagens que poderiam ser os próprios espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Simon Mein (Focus Features)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-8227689022950629725?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/8227689022950629725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=8227689022950629725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8227689022950629725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8227689022950629725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/12/another-year.html' title='Another Year'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-VEG5nlfTeT8/TWqvUEv4zjI/AAAAAAAAAps/nENaCgj_A6E/s72-c/anotheryear.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-3207731570587829709</id><published>2011-11-11T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-23T22:02:17.895-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Get Low</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TVGxuo2ncnI/AAAAAAAAAnM/VEL5Lbb2FNU/s1600/getlow.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Get Low&lt;/i&gt; surgiu de forma bastante curiosa. O roteirista Chris Provenzano (um dos que escrevem a série &lt;i&gt;Mad Men&lt;/i&gt;) ouviu de um amigo a história do avô dele, um agente funerário que foi responsável por organizar uma festa-funeral cujo homenageado ainda estava vivo. Se o inusitado por si só já renderia um filme, Provenzano, em parceria com C. Gaby Mitchell (que escreveu &lt;i&gt;Diamante de Sangue&lt;/i&gt;), colocou alguns elementos a mais para dar maior dramaticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nasceu Felix Breazale (Robert Duvall), um homem amargurado por um erro do passado, cuja personalidade é difícil de ser precisada dado o distanciamento que ele mantém da sociedade. Com isso, só faz crescer na cidade uma reputação sinistra, que, ao mesmo tempo que desperta o medo nas pessoas, atrai a curiosidade. Morando nas montanhas do Tennessee do final da década de 1930, Bush - como Felix é conhecido - decide antecipar seu funeral para enquanto ele ainda vive, transformando-o numa festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas toda festa que se preze precisa de convidados. E, para que as pessoas compareçam, o ermitão resolve fazer uma rifa que dará ao vencedor o direito de ficar com as terras que lhe pertenciam em vida. Faço aqui um parênteses: a festa aconteceu de fato e foi manchete dos jornais da época, tendo também ampla cobertura com fotos na revista &lt;i&gt;Life&lt;/i&gt;. A rifa foi realizada e as propriedades de Felix foram dadas ao sorteado após sua morte, poucos anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão central do filme é a proximidade da morte e a busca de um homem pelo perdão. Por mais que tivesse se punido com a reclusão de quarenta anos após a tragédia, Felix ainda não se acreditava perdoado e sentia que precisava disso para, então, morrer em paz, como se diz. A festa-funeral foi a maneira encontrada para que ele pudesse contar sua história, para que as pessoas pudessem entender suas motivações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver um homem dessa natureza, foi escalado Robert Duvall, capaz de conferir ao personagem toda a dureza necessária e - ao longo da projeção - ir dotando-o de uma humanidade que parecia inexistente. O trabalho do ator é fantástico, trabalhando de forma bastante interessante as nuances através da fala, já que os gestos corporais permanecerão contidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvall tem ainda ótimos parceiros de cena. Sissy Spacek vive Mattie Darrow, uma mulher que retorna à cidade anos depois dos acontecimentos e que tem relação com o passado de Felix (não darei mais detalhes para não revelar o segredo que o protagonista esconde). E Bill Murray vive o agente funerário Frank Quinn, um sujeito que precisa realizar a festa-funeral por causa das contas de sua empresa, mas que não abandona o medo provocado pela fama de Felix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram precisos sete anos até que o filme finalmente saísse do papel. Com um orçamento modesto e rodado em apenas 25 dias pelo ex-diretor de fotografia Aaron Schneider, &lt;i&gt;Get Low&lt;/i&gt; teve uma boa recepção no festival de Sundance. Não é um grande filme, daqueles arrebatadores, mas é uma boa e pequena história sobre pessoas, como bem definiu Duvall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Sam Emerson (Sony Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-3207731570587829709?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/3207731570587829709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=3207731570587829709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3207731570587829709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3207731570587829709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/12/get-low.html' title='Get Low'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TVGxuo2ncnI/AAAAAAAAAnM/VEL5Lbb2FNU/s72-c/getlow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-470547815532428227</id><published>2011-09-01T00:00:00.000-03:00</published><updated>2011-12-23T22:01:56.377-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Conviction</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TVAkdkJ8fUI/AAAAAAAAAmw/PY6JQYDEVJ8/s1600/conviction.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fato de ser baseado em uma história real garantiria mais força ao filme dirigido por Tony Goldwyn, que comandou o fraco &lt;i&gt;Um Beijo a Mais&lt;/i&gt; e alguns episódios da série &lt;i&gt;Dexter&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Conviction&lt;/i&gt;, nova empreitada do diretor e ator, acompanha a saga de Betty Anne Waters (Hilary Swank) para livrar seu irmão Kenny (Sam Rockwell) da cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi acusado de um crime que supostamente não teria cometido, mas a defensoria pública alegou dificuldades para representá-lo no caso, que terminou com sua condenação à prisão perpétua, sem direito à condicional. A Betty coube conciliar sua vida de mãe com a vida acadêmica: ela decidiu cursar a faculdade de direito para reabrir o proceso de seu irmão, enfrentar a promotoria e livrá-lo da sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde &lt;i&gt;Menina de Ouro&lt;/i&gt;, a atriz Hilary Swank não apresentava um desempenho tão bom nas telas, ainda que tenha ocupado o papel de protagonista em outras produções, como &lt;i&gt;P.S. Eu te Amo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Amelia&lt;/i&gt;. Por seu porte físico e sua aparência mais comum, quando comparada às divas que Hollywood gosta de produzir, Hilary se sai melhor em papéis de mulheres fortes, mais donas de seu próprio destino. Assim é Betty, que não desistiu de inocentar seu irmão nem diante da crise familiar que se instalou em sua casa, quando os filhos -  cansados da obsessão da mãe por reparar um erro da justiça - decidiram morar com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a ótima atuação da atriz não é capaz de mascarar a fragilidade do roteiro. Construído de forma bastante esquemática e apostando nos flashbacks, uma fórmula já um tanto desgastada, a roteirista Pamela Gray não constrói grandes cenas de confronto. As dificuldades por que Betty passou foram grandes, mas no filme elas aparecem como tendo sido facilmente superadas, não dando ao espectador suas reais dimensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que &lt;i&gt;Conviction&lt;/i&gt; tenha sido baseado em fatos verídicos e que não houvesse qualquer intenção de alterar o que aconteceu, um roteiro mais caprichado poderia ter investido melhor na carga dramática de sua protagonista e em deixar desperta a dúvida quanto ao seu desfecho. Em algumas poucas cenas, a interpretação de Sam Rockwell nos faz crer que Kenny pode não ser inocente, mas essa possibilidade é veementemente refutada logo em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não trabalha as nuances da trama, &lt;i&gt;Conviction&lt;/i&gt; - título original da obra - não consegue alcançar a força de um thriller de tribunal, uma das especialidades de Hollywood. E, com tudo muito raso, claro e objetivo, não há espaço para que o espectador se identifique mais profundamente com os personagens, o que chega a ser um pecado pelo fato de um deles ter sido condenado injustamente à prisão perpétua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não chega a ser compensada com as boas atuações do par principal - e há também uma participação da cada vez melhor Melissa Leo (&lt;i&gt;Rio Congelado&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Vencedor&lt;/i&gt;) - a fragilidade do roteiro não chega a tornar o filme chato, apenas o deixa bastante previsível. A sensação que fica para o espectador é de já ter visto &lt;i&gt;Conviction&lt;/i&gt;, por mais que seja a primeira vez. Optou-se por ignorar as possibilidades, num excesso de convicção que não deixou o filme ir além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Ron Batzdorff (Fox)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-470547815532428227?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/470547815532428227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=470547815532428227&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/470547815532428227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/470547815532428227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/12/conviction.html' title='Conviction'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TVAkdkJ8fUI/AAAAAAAAAmw/PY6JQYDEVJ8/s72-c/conviction.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-4416684632694035428</id><published>2011-08-01T00:00:00.000-03:00</published><updated>2011-12-23T22:01:41.002-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Frankie and Alice</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTjqXgqidmI/AAAAAAAAAhU/6EAIK08W4q8/s1600/frankieandalice.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2001, Halle Berry brilhou na pele de Leticia Musgrove em &lt;i&gt;A Última Ceia&lt;/i&gt;, mas - desde então - as escolhas que tem feito não conseguem levá-la a uma atuação tão memorável quanto aquela. Aliás, foi no mínimo constrangedor vê-la interpretando Patience Phillips, a protagonista mascarada da bomba chamada &lt;i&gt;Mulher-Gato&lt;/i&gt;. Depois vieram mais um exemplar de &lt;i&gt;X-Men&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Estranha Perfeita&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Coisas que Perdemos pelo Caminho&lt;/i&gt;. Em 2010, uma nova chance: &lt;i&gt;Frankie and Alice&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, dirigido por Geoffrey Sax (cujo currículo conta com o nada honroso &lt;i&gt;Vozes do Além&lt;/i&gt;), conta a história de Frankie Murdoch (Berry), uma dançarina de boate que sofre de personalidade múltipla e que luta para evitar que sua vertente racista assuma o controle de sua mente. Baseado numa história real passada nos anos 1970 e escrito por seis roteiristas (seria uma tentativa de diferenciar as diferentes personalidades?), &lt;i&gt;Frankie and Alice&lt;/i&gt; - apesar da premissa - não decola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a atuação de Berry melhorou significativamente, ainda que não tenha atingido a mesma excelência mostrada em &lt;i&gt;A Última Ceia&lt;/i&gt;. A atriz dá conta de Frankie e das duas personagens que a atormentam: Genius, uma criança de sete anos; e Alice, uma mulher branca e racista do sul dos Estados Unidos. A doença que a atormenta é resultado de um traumático acidente de carro no qual ela perdeu o homem que amava e com quem teve um filho. Para superar o trauma, ela vai contar com a ajuda do doutor Oz, psiquiatra vivido por Stellan Skarsgard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes que tratam de doenças que assolam a mente de seus protagonistas são bastante recorrentes e, exatamente por isso, é necessário que eles sejam extremamente bem realizados ou tragam alguma inovação na abordagem ou na estética. Não é o caso de &lt;i&gt;Frankie and Alice&lt;/i&gt;. As situações apresentadas aqui não são necessariamente clichês, mas já foram melhor empregadas em filmes mais ambiciosos. Não significa dizer que o roteiro é previsível, mas ele poderia ter ido um pouco mais além ao abordar um tema que permite delírios e arroubos visuais como parte integrante da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o drama psicológico não transcenda suas próprias fronteiras, a história consegue prender a atenção daqueles que se interessam pelo gênero e pela temática até o fim. Se não se pode dizer que se trata de um ótimo filme, pelo menos é possível crer que - mesmo mediano - &lt;i&gt;Frankie and Alice&lt;/i&gt; é responsável por fazer com que Halle Berry volte a escolher projetos mais condizentes com o seu talento. É esperar as próximas produções com as quais a atriz está envolvida para confirmar (ou não) as expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (&lt;i&gt;sem distribuidora&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-4416684632694035428?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/4416684632694035428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=4416684632694035428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4416684632694035428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4416684632694035428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/12/frankie-and-alice.html' title='Frankie and Alice'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTjqXgqidmI/AAAAAAAAAhU/6EAIK08W4q8/s72-c/frankieandalice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-6509931690577107381</id><published>2011-07-24T01:31:00.002-03:00</published><updated>2011-07-24T01:34:38.524-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Amy Winehouse não é uma lenda</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="0" height="357" width="336" src="http://3.bp.blogspot.com/-0EU6pfl8b54/Tiufr5KKNuI/AAAAAAAAAv0/FSojqm_HpXg/s400/amy-winehouse.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Morta aos 27 anos de causa ainda investigada, mas que provavelmente é decorrente do uso abusivo de álcool e drogas ao longo da curta vida, a cantora Amy Winehouse não é, como muitos gostam de afirmar com o corpo ainda quente, uma lenda da música mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inglesa tinha talento? Vá lá, tinha (e opiniões contrárias também são numerosas). E talvez tivesse muito mais não fossem os excessos. Pode-se dizer que &lt;i&gt;Back to Black&lt;/i&gt; é um álbum bem produzido e que tem letras que tocam diretamente a um imenso grupo de fãs. O disco entraria numa lista dos cem melhores de todos os tempos? Difícil. Entrando, certamente não ocuparia um lugar de destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato também é que, musicalmente falando, Amy Winehouse foi muito mais influenciada por outros cantores do que influenciou. Até porque dois álbuns (e, ao que tudo indica, um terceiro será postumamente lançado) são insuficientes para comprovar a solidez de uma carreira. Sobretudo quando a voz vacila às custas do álcool e das drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas músicas fizeram sucesso, vão dizer. E concordo, fizeram. Entre as poucas canções deixadas, temos bons exemplos como &lt;i&gt;Back to Black&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Rehab&lt;/i&gt;. Mas, para além do som, Amy aparecia nos últimos tempos por causa dos excessos e dos visíveis estragos que eles lhe causaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos uma boa cantora, uma boa letrista, mas não uma lenda da música. O grupo de ícones pop consumidos pelos abusos é formado por nomes do calibre de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain - todos mortos aos 27 anos. Nele, Amy Winehouse entra apenas como coadjuvante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1" color="AAAAAA"&gt;Foto: &lt;i&gt;Google Images&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-6509931690577107381?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/6509931690577107381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=6509931690577107381&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/6509931690577107381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/6509931690577107381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/07/amy-winehouse-nao-e-uma-lenda.html' title='Amy Winehouse não é uma lenda'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0EU6pfl8b54/Tiufr5KKNuI/AAAAAAAAAv0/FSojqm_HpXg/s72-c/amy-winehouse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-5584140656337443092</id><published>2011-06-10T00:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-10T23:45:02.454-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Namorados para Sempre</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUGimzKUbBI/AAAAAAAAAhg/aT2PGeIhfao/s1600/bluevalentine.jpg" width="400" height="236" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Histórias de amor são praticamente a base de toda a indústria do cinema norte-americano. Centenas de comédias românticas invadem as telas e nos mostram como o sentimento pode surgir dos lugares mais inesperados e superar todas as dificuldades, além de ser capaz de vencer a primeira impressão dos protagonistas em relação ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há outras histórias de amor a serem contadas. Para dar um exemplo, podemos falar de &lt;i&gt;Foi Apenas um Sonho&lt;/i&gt;, filme no qual Leonardo DiCaprio e Kate Winslet viviam um casal de aparências, cujo amor já estava bastante debilitado e precisou apenas que uma fagulha se produzisse para que toda a hipocrisia que rondava o casamento explodisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Namorados para Sempre&lt;/i&gt; (péssima tradução para &lt;i&gt;Blue Valentine&lt;/i&gt;) segue a mesma lógica: acompanhamos a derrocada da relação entre Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams). Ainda que mergulhados em uma grave crise, quando a amargura já começa a superar o amor e a convivência beira o insuportável, há amor entre as partes. É por isso que se pode dizer que sim, é uma história de amor, por mais que ele caminhe para o seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o grande trunfo do roteiro escrito por Derek Cianfrance (também diretor do filme), Cami Delavigne e Joye Curtis é não manter a linearidade. Com as indas e vindas no tempo e na história do casal, é possível perceber todos os tons de um relacionamento, do frescor do primeiro beijo à incontrolável vontade de jogar tudo para o alto e desistir do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todas as atenções centradas nos dois protagonistas da trama, a escolha do elenco não poderia ter sido mais apropriada. Michelle Williams e Ryan Gosling atuam em uma sintonia tão profunda que o espectador é capaz de rir com eles quando estão apaixonados e chorar já na cena seguinte, quando o fim parece inevitável. E seus desempenhos são espetaculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque é a trilha sonora. As músicas escolhidas (em sua maioria, canções da banda de folk-rock norte-americana Grizzly Bear) são capazes de transitar com a mesma eficiência pelos altos e baixos do relacionamento e seu uso é preciso, evitando que o filme seja recheado de músicas para sublinhar o drama. E que poder ganham as imagens quando ficam em um silêncio propositalmente incômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua estreia na ficção de longa-metragem, Cianfrance fez um filme pequeno, mas que em nada fica devendo às grandes produções de Hollywood. Com um roteiro sem grandes invenções narrativas além da acertada quebra da linearidade, o diretor apostou na universalidade do seu tema e na capacidade dramática de seus protagonistas para conquistar o público. Diferentemente do que pregam as comédias românticas, histórias de amor nem sempre terminam com um final feliz, mas ainda assim elas podem render um ótimo filme: &lt;i&gt;Namorados para Sempre&lt;/i&gt; é mais um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Davi Russo (Paris Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-5584140656337443092?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/5584140656337443092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=5584140656337443092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5584140656337443092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5584140656337443092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/06/namorados-para-sempre.html' title='Namorados para Sempre'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUGimzKUbBI/AAAAAAAAAhg/aT2PGeIhfao/s72-c/bluevalentine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-5759223383723499681</id><published>2011-05-13T00:00:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T20:17:19.831-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Caminho da Liberdade</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TVBeABzW6uI/AAAAAAAAAm0/N33JQ35VhDE/s1600/caminhodaliberdade.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Histórias de superação e longas jornadas pela sobrevivência sempre chamaram a atenção dos espectadores. Sem filmar desde 2003, quando lançou o fraco &lt;i&gt;Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo&lt;/i&gt;, Peter Weir (dos ótimos &lt;i&gt;O Show de Truman&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Sociedade dos Poetas Mortos&lt;/i&gt;) volta à direção de um filme com o árido, mas interessante, &lt;i&gt;Caminho da Liberdade&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia por um lado e, para conter o avanço alemão, a União Soviética entrou no país pelo outro. Estavam iniciados os conflitos que culminariam na Segunda Guerra Mundial. É nesse cenário que se passa a história, ainda que a guerra só apareça nas palavras dos personagens cuja vida foi afetada por algum evento relacionado a ela. E, se os embates implicam polarizações, &lt;i&gt;Caminho da Liberdade&lt;/i&gt; vai pelo lado contrário ao mostrar a necessidade da união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no conto &lt;i&gt;The Long Walk: The True Story of a Trek to Freedom&lt;/i&gt; (algo como &lt;i&gt;O Longo Caminho: A Verdadeira História de uma Marcha para a Liberdade&lt;/i&gt;, em tradução livre), de Slavomir Rawicz, o roteiro de Peter Weir e Keith R. Clarke conta a história de um grupo de presos que escaparam de um gulag na Sibéria em 1942 e enfrentaram baixas e condições climáticas adversas até chegarem, milhares de quilômetros depois, à Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a marcha em si já era um feito louvável e plasticamente interessante, na medida em que contrasta a brancura da neve siberiana com o calor das areias da Índia, &lt;i&gt;Caminho da Liberdade&lt;/i&gt; vai além do clichê da lição de vida nela embutido. O que chama atenção nesta obra de Weir é a relação que os personagens vão desenvolver uns com os outros. E é exatamente por isso que há uma espécie de prólogo no filme, que mostra a maneira distante com que as pessoas interagem, quando isso ocorre. Em meio à paisagem congelante e, para alguns, mortal, não há qualquer posibilidade de afeto entre os presos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixado isso claro ao espectador, é chegada a hora de empreender a marcha rumo à liberdade. É no longo e imprevisível caminho que os personagens vão sendo forçados a uma convivência que não necessariamente terá de ser amistosa, mas que terá de ser estreita o suficiente para garantir a sobrevivência do grupo. São as diferentes reações ao frio (e depois ao calor), à fome, à sede e ao perigo iminente da morte que dão o tom do drama. É na adversidade que o ser humano se mostra por inteiro, que prova do que é capaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se são os sentimentos do homem o grande tema do filme, nada mais importante do que ter um elenco apto a sustentar a trama. Ainda que não haja nenhuma atuação especialmente brilhante, o conjunto é bastante coeso e conta com nomes como Colin Farrell (&lt;i&gt;Alexandre&lt;/i&gt;), Ed Harris (&lt;i&gt;Pollock&lt;/i&gt;), Jim Sturgess (&lt;i&gt;Across the Universe&lt;/i&gt;) e Saoirse Ronan (a pequena Briony de &lt;i&gt;Desejo e Reparação&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da temática árida, de uma quase ausência de ação e de um ritmo de montagem mais lento, as pouco mais de duas horas de duração podem tornar o filme aparentemente arrastado, sobretudo para os espectadores mais afeitos ao cinema de entretenimento hollywoodiano. Mas o tempo é necessário à construção dos personagens, de seus sentimentos e motivações. Ainda que não seja o melhor dentro da temática de longas marchas pela sobrevivência, &lt;i&gt;The Way Back&lt;/i&gt; - título original da obra - é um filme de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (California Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-5759223383723499681?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/5759223383723499681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=5759223383723499681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5759223383723499681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5759223383723499681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/05/caminho-da-liberdade.html' title='Caminho da Liberdade'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TVBeABzW6uI/AAAAAAAAAm0/N33JQ35VhDE/s72-c/caminhodaliberdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-8418358681817632205</id><published>2011-05-08T00:00:00.001-03:00</published><updated>2011-05-08T16:45:27.065-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Reencontrando a Felicidade</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQfTZjbWARI/AAAAAAAAAdY/ZQGr4MCPAlc/s1600/rabbitholemovie.png" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há situações em que simplesmente não há o que ser dito. Qual mensagem poderíamos deixar para uma mãe que acaba de perder um filho? Não há frase que repare a dor da perda ou que a substitua. Em &lt;i&gt;Reencontrando a Felicidade&lt;/i&gt;, adaptação de uma peça de David Lindsay-Abaire, Becca (Nicole Kidman) é uma mãe que vive esta situação incontornável: seu filho Danny, de apenas quatro anos, foi morto em um acidente. Ao lado do marido Howie (Aaron Eckhart), ela precisa encontrar novamente um rumo para sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o filme começa, oito meses já se passaram desde que a fatalidade aconteceu. Sem qualquer contato com Danny, salvo em raros flashbacks, o espectador acompanha apenas o drama que vivem seus pais e uma inevitável crise no casamento, tamanho o vazio provocado pela ausência do garoto. Evidente que não se trata de responsabilizar o cônjuge pelos acontecimentos, mas é inevitável que a relação não siga mais da mesma maneira de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Becca e Howie tentam retomar a rotina, mas, enquanto ele aparentemente retoma seus afazeres, ela se torna mais instável do ponto de vista emocional. E a instabilidade tem origem na rotina que ela costumava levar e que tenta retomar. Enquanto Howie trabalha fora, Becca fica na casa esvaziada pela ausência de uma criança. E é evidente que uma casa jamais é a mesma quando se tem uma criança pequena morando nela. O que sobra para ela é o silêncio, o vazio das paredes e dos móveis. Sozinha em casa, não há como escapar das lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar aplacar a dor, o casal procura um grupo de ajuda para pais que perderam seus filhos, liderado por Gaby (Sandra Oh) e Kevin (Stephen Mailer). Mas Becca não se sente confortável nas reuniões porque ela não acredita poder se apoiar em Deus para superar sua perda como tentam fazer os outros casais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando anuncia a decisão de abandonar o grupo, Becca briga novamente com o marido, uma a mais de tantas brigas que vão se intensificando também no nível das verdades que não deveriam ser ditas, mas que acabam escapando. Mas as verdades que Becca precisa expressar não se limitam ao marido. São também contraditórios os sentimentos que ela nutre pela mãe (Dianne Wiest), que também perdeu um filho anos atrás, e pela irmã (Tammy Blanchard), que espera um filho não planejado de um músico do qual foi amante e que agora estão juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Howie se aproxima de Gaby, que de alguma maneira o ajuda a perceber o quanto ele ama a esposa e que precisa ajudá-la a superar a perda, seja emocionalmente ou através de atitudes como vender a casa que só os traz lembranças do filho, Becca vai buscar alguma dose de conforto em Jason (Miles Teller), adolescente que estava envolvido no aciente que vitimou seu filho, numa relação pautada pela expiação da culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drama se desenvolve muito mais por diálogos simples, mas bastante eficazes, do que por cenas vigorosas. &lt;i&gt;Rabbit Hole&lt;/i&gt;, título original do filme, respeita também os espaços de silêncio que vão se tornando cada vez maiores entre os protagonistas e o diretor John Cameron Mitchell é bastante inteligente ao reduzir ao mais natural possível todos os elementos técnicos, os enquadramentos e os movimentos de câmera, abrindo espaço para a ótima atuação de Nicole Kidman, que conta com a ajuda do restante do elenco que lhe serve de escada, sustentando com segurança seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais incrível é perceber como as melhores interpretações de Nicole Kidman são sempre aquelas nas quais ela é vista na tela como uma mulher comum, despida de qualquer beleza sobrenatural que Hollywood tanto gosta de explorar em suas estrelas. É lógico que, mesmo descabelada ou com pouca maquiagem, Kidman continua linda, mas o fato de sua beleza não ser o principal atrativo do filme torna sua interpretação mais interessante e melhor aproveitada em benefício da história. Em &lt;i&gt;Reencontrando a Felicidade&lt;/i&gt;, sua atuação é tão contida quanto intensa, assim como este belo drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; David Giesbrecht (Paris Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-8418358681817632205?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/8418358681817632205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=8418358681817632205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8418358681817632205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8418358681817632205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/05/reencontrando-felicidade.html' title='Reencontrando a Felicidade'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQfTZjbWARI/AAAAAAAAAdY/ZQGr4MCPAlc/s72-c/rabbitholemovie.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-1250376447350524969</id><published>2011-04-18T00:00:00.003-03:00</published><updated>2011-04-17T18:55:32.431-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Bebês</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/-4kFUWXKtCgc/Tatg4ZMAwyI/AAAAAAAAAtQ/dj8ygFSX4k4/s1600/bebes.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filhotes, seja lá a qual espécie pertençam, são sempre irresistíveis. E, sendo também filhotes do homem, os bebês são alvo da nossa simpatia mais imediata. É nesse filão que o documentário de Thomas Balmès aposta. Mas se engana quem pensa que o filme é apenas um apanhado de recém-nascidos fofos flagrados em seus primeiros meses de vida. &lt;i&gt;Bebês&lt;/i&gt; vai além e pode até mesmo ser considerado um estudo sócio-antropológico sobre a nossa espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com belíssimas imagens e uma fotografia que encanta sem chamar toda a atenção para si (e vale destacar toda a exuberância dos tons amarelos do segmento passado na África), o filme prescinde dos diálogos para que seja compreendido. &lt;i&gt;Bébés&lt;/i&gt;, no original, é o que se costuma chamar de cinema puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pureza é ainda maior quando observamos a ausência de interação com a câmera. O objeto do documentário, os bebês, portanto, não têm qualquer conhecimento do que vem a ser aquele aparelho capaz de registrar suas imagens e, por isso, não têm com ele qualquer relação de significação. Implica dizer que não há o jogo de máscaras que a simples presença do dispositivo provoca. Ou seja, diante daquilo que ainda não conhecem, as crianças são elas mesmas, não há alteração (ou, ela é mínima) da realidade captada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o espectador vê são cenas cotidianas, como, por exemplo, um bebê com soluço ou um outro que cochila sentando e de repente se assusta com a perda momentânea de controle do corpo. Não há grandes jornadas ou atividades extraordinárias. E é justamente na banalidade das situações apresentadas que reside a força do filme e a sua importância sócio-antropológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abordar culturas com hábitos e realidades tão diversos, &lt;i&gt;Bebês&lt;/i&gt; comprova a tese de que o meio influencia o homem. A relação das mães com seus filhos traz muitas semelhanças, mas são latentes as diferenças culturais entre as famílias filmadas. O comportamento das crianças, no entanto, segue uma lógica padrão, o que poderíamos chamar de instinto natural da espécie humana, que independe da cultura na qual elas estão inseridas. Se os rebentos têm posturas muito mais parecidas do que suas mães, comparando umas com as outras, é possível dizer que o comportamento diferenciado é uma influência do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ponto que &lt;i&gt;Bebês&lt;/i&gt; revela sua importância enquanto documentário de observação. E ele cumpre seus objetivos de maneira prazerosa tanto para espectadores mais interessados nessas questões quanto para aqueles cujo objetivo é simplesmente passar o tempo diante de criaturinhas tão irresistíveis. Afinal, filhotes são filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Canal+)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-1250376447350524969?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/1250376447350524969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=1250376447350524969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1250376447350524969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1250376447350524969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/04/bebes.html' title='Bebês'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4kFUWXKtCgc/Tatg4ZMAwyI/AAAAAAAAAtQ/dj8ygFSX4k4/s72-c/bebes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-554003364941110090</id><published>2011-04-16T17:55:00.003-03:00</published><updated>2011-04-16T17:58:44.012-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Rio</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/-_uQjGSdRBJc/Tan6fybG-TI/AAAAAAAAAtM/BQqHXVXfxGw/s1600/filmerio.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o bem ou para o mal, o Rio de Janeiro está na moda. Com sua visibilidade em franca expansão desde a escolha para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, a cidade virou referência para os mais diversos setores. O mundo do entretenimento, claro, não poderia ficar de fora. É nesse contexto que se insere o recém-lançado projeto do diretor de cinema Carlos Saldanha. Carioca erradicado nos Estados Unidos há mais de vinte anos, o brasileiro buscou memórias de sua infância para levar &lt;i&gt;Rio&lt;/i&gt; às telas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A animação conta a história da ararinha-azul Blu, levada do Rio de Janeiro para os Estados Unidos ainda filhote por traficantes de animais. Em território tão hostil para uma ave tropical, acabou encontrando conforto na casa da pequena Linda, em Minnesota. Os dois crescem juntos e a garota promete ao bicho que nunca vai abandoná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze anos após o encontro, o ornitólogo carioca Túlio, em visita à cidade norte-americana, entra na livraria coordenada por Linda e encontra a ave. Seus olhos brilham: Blu é o último exemplar macho de arara-azul. Depois de muita insistência, o pesquisador consegue convencer Linda da importância de levar Blu ao Brasil para acasalar com Jade, a última fêmea, e preservar a espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restante do roteiro, escrito por Don Rhymer, segue o padrão clássico das animações, com ambos os casais se rejeitando no início e a tradicional superação e união posterior. No Rio de Janeiro, Blu, Jade, Linda e Túlio vão passar por inúmeras aventuras, tendo como cenário a cidade maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saldanha se esforçou para escapar dos clichês sobre o Rio, mas a visão exótica que muitos americanos têm da cidade (e do país) prevaleceu na maior parte das cenas. Não ficaram de fora o Cristo Redentor, as praias, o Pão-de-Açúcar, a Lapa, a favela, as mulatas e o carnaval. Evidentemente, são situações que dizem muito a respeito da cidade e que não poderiam ser ignoradas, mas talvez privilegiar apenas alguns desses pontos e aprofundá-los fosse uma maneira de descontruir a pecha exótica que recebemos. Mas as incoerências geográficas não chegam a ser um problema para a animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se era inevitável falar dos pontos turísticos, o diferencial poderia surgir na construção dos personagens. Os tipos criados pelos animadores são os mais diferentes e coloridos possíveis, como não poderia deixar de ser quando falamos de aves tropicais, mas boa parte deles é unidimensional. Tem o tucano conselheiro, o buldogue camarada, a cacatua perversa... Faz tempo que as animações ganharam personagens mais profundos e já se percebeu que as crianças são capazes de entender as mais variadas nuances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior problema de &lt;i&gt;Rio&lt;/i&gt; foi ter gerado expectativas demais. Divulgado em larga escala e estreando em mais de mil salas de exibição no Brasil, esperava-se da animação de Carlos Saldanha uma nova obra-prima do cinema. Não significa dizer, porém, que o filme é ruim. Não é, o diretor apresenta algumas cenas muito bem construídas e um visual com alto padrão de qualidade. &lt;i&gt;Rio&lt;/i&gt; é um bom filme, mas ser bom não é mais suficiente em tempos de Pixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (20th Century Fox)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-554003364941110090?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/554003364941110090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=554003364941110090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/554003364941110090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/554003364941110090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/04/rio.html' title='Rio'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_uQjGSdRBJc/Tan6fybG-TI/AAAAAAAAAtM/BQqHXVXfxGw/s72-c/filmerio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-2008786129304908601</id><published>2011-03-18T00:00:00.009-03:00</published><updated>2011-03-18T07:15:16.062-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sexo sem Compromisso</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="https://lh3.googleusercontent.com/-Fm9TghZdm_I/TX0tvRGAHMI/AAAAAAAAArc/niY6-qpqMNY/s1600/sexosemcompromisso.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adam (Ashton Kutcher) e Emma (Natalie Portman) se conheceram ainda na infância, quando tinham seis anos de idade. Se reencontraram algumas vezes mais tarde, mas pouco passaram das simples trocas de palavras típicas daqueles que se conhecem mas que nunca foram grandes amigos. Vinte anos após o primeiro contato, voltam a se ver. Agora são adultos e cada um tem a sua vida profissional: ele é um produtor de televisão e ela é uma médica residente. Ela não tem tempo para o amor e ele está namorando a sexy Vanessa (Ophelia Lovibond).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa, porém, terminou com Adam e - para aumentar o desespero do rapaz - começou a namorar o pai dele (Kevin Kline). Perdido, o produtor começa a beber e, depois de uma festa onde ele reencontra Emma, acaba dormindo na casa dela. Mas isso ele só vai perceber no dia seguinte, quando acorda nu diante da residente e de outros quatro colegas de profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deveria ter acontecido naquela noite, impedido pelo nível de embriaguez dele, acabou acontecendo na manhã seguinte. Depois do sexo, Adam e Emma descobriram que poderiam continuar sendo amigos, independentemente da relação sexual que tiveram. Começava ali um relacionamento que eles passaram a chamar de "amizade com benefícios" (&lt;i&gt;friends with benefits&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muitas das relações que começam apenas pelo sexo casual tendem a não se sustentar por muito tempo. Invariavelmente, umas das partes começa a se sentir mais envolvida e comprometida com o relacionamento do que a outra. É neste momento em que é preciso decidir se seguirão juntos como um casal ou se estão terminadas as benesses da partilha sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão de Adam e Emma é bastante previsível, já que se trata de uma comédia romântica que segue a cartilha do gênero, por mais que o romantismo característico das mocinhas demore a entrar em cena. Significa dizer, portanto, que não há qualquer surpresa em &lt;i&gt;No Strings Attached&lt;/i&gt;, título original da obra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcando a volta de Ivan Reitman à direção desde a bomba chamada &lt;i&gt;Minha Super Ex-Namorada&lt;/i&gt; (2006), &lt;i&gt;Sexo sem Compromisso&lt;/i&gt; é um filme mediano, sem grandes arroubos criativos ou cenas marcantes, que tem a sorte de contar com a presença de uma ótima atriz (e que recentemente ganhou o Oscar) e de um ator cuja beleza ainda atrai mais que o talento. Se substituirmos a palavra "sexo" do título em português por "filme", temos uma boa definição para o que é mostrado na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Dale Robinette (Paramount Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-2008786129304908601?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/2008786129304908601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=2008786129304908601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2008786129304908601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2008786129304908601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/03/sexo-sem-compromisso.html' title='Sexo sem Compromisso'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-Fm9TghZdm_I/TX0tvRGAHMI/AAAAAAAAArc/niY6-qpqMNY/s72-c/sexosemcompromisso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-2533262758468131319</id><published>2011-03-13T00:00:00.003-03:00</published><updated>2011-03-13T12:18:14.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Doce Vingança</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="https://lh6.googleusercontent.com/-qAKrTqR1Zi8/TXzffcAYllI/AAAAAAAAArE/t22wC82ua0A/s1600/docevinganca.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para escrever seu novo livro, Jennifer Hills (Sarah Butler) escolheu alugar uma tranquila cabana no meio da mata. Sua beleza e presença, porém, fizeram com que a jovem escritora fosse notada em um vilarejo próximo. Decididos a assustá-la, alguns moradores acabam ultrapassando a fronteira da brincadeira e fazem Jennifer passar por humilhações, abuso sexual e tortura psicológica. Por incompetência de seus algozes, ela consegue escapar e, a partir daí, vai se concentrar em brutal e poderosa vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refilmagem de &lt;i&gt;A Vingança de Jennifer&lt;/i&gt;, filme dirigido por Meir Zarchi em 1978, &lt;i&gt;Doce Vingança&lt;/i&gt; não é um exemplar característico do terror. Estão de fora todos os truques baratos do gênero, como se aproveitar de picos na trilha sonora para assustar os personagens (e o espectador) e vultos aparecendo em cenas muito rápidas. O diretor Steven Monroe concentra toda a tensão nas atitudes violentas de ambas as partes, tanto dos algozes quanto de Jennifer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é notar como esses atos brutais se processam de forma completamente distinta na mente do espectador. Enquanto os homens torturavam e abusavam da protagonista, o público sentia nojo e repulsa por eles. Porém, quando é ela quem arquiteta sua vigança e realiza seus fortes e sanguinolentos jogos sadomasoquistas, também a plateia se sente vingada, chegando até mesmo a torcer por castigos ainda piores do que os aplicados por Jennifer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que tenha pequenas pontas soltas e algumas situações de pouca explicação lógica (como, por exemplo, a força da escritora para carregar e içar homens truculentos que estão desacordados), o roteiro do estreante Stuart Morse é eficiente ao trazer para a vingança de sua protagonista referências dos abusos que ela sofreu. O que não encontra explicação, no entanto, em nada prejudica a obra, já que todo filme de terror pressupõe uma suspensão da descrença ainda maior do que os demais gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode dizer que &lt;i&gt;I Spit on Your Grave&lt;/i&gt;, no ótimo título original, é uma obra-prima de roteiro, direção e interpretação, mas - no balanço dos erros e acertos - o filme é um conjunto coeso que proporciona ao espectador exatamente aquilo que promete: uma resposta digna da violência sofrida. Por mais que tal contra-ataque não seja moralmente aceito, principalmente em tempos de politicamente correto, o espectador não se priva de uma catarse capaz de aplacar os instintos mais primitivos do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Steve Dietl (Paris Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-2533262758468131319?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/2533262758468131319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=2533262758468131319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2533262758468131319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2533262758468131319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/03/doce-vinganca.html' title='Doce Vingança'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-qAKrTqR1Zi8/TXzffcAYllI/AAAAAAAAArE/t22wC82ua0A/s72-c/docevinganca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-5302577844170684019</id><published>2011-03-11T00:00:00.002-03:00</published><updated>2011-03-11T00:00:11.180-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Rango</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="https://lh6.googleusercontent.com/-uujLNsqfRMI/TXlPpm4yeMI/AAAAAAAAAqY/SfYU_MVoYFQ/s1600/rango.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda que muitos pais se dirijam com suas crianças ao cinema, &lt;i&gt;Rango&lt;/i&gt; não é uma animação pensada fundamentalmente para o público infantil. Inspirado nos faroestes americanos, o diretor Gore Verbinski (da trilogia &lt;i&gt;Piratas do Caribe&lt;/i&gt;) conta a história de um camaleão que enfrenta uma crise de identidade após cair em uma estrada próxima à uma cidade do velho-oeste. Lá, o animal de estimação acaba sendo tomado por herói e se deixa levar pelo personagem que encarna. Ele esquece apenas que, como compete a qualquer herói que se preze, vai ser preciso enfrentar bandidos perigosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A animação começa de forma promissora, com piadas rápidas e bastante eficientes, personagens tão carismáticos quanto excêntricos e uma história que traz valores morais sem, contudo, ser forçoso. O desenvolvimento do roteiro (do próprio Verbinski com John Logan e James Ward Byrkit), no entanto, deixa a desejar. Passado o primeiro terço de projeção, &lt;i&gt;Rango&lt;/i&gt; começa a caminhar a passos lentos rumo ao desfecho. Enxugados os cento e sete minutos de duração, o filme ganharia ritmo, absolutamente fundamental em tempos de Pixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora peque na falta de ritmo, a animação constrói belos cenários e personagens, que garantem algumas boas risadas, como o quarteto de corujas mariachis e a camaleoa Feijão (isso mesmo, a camaleoa se chama Feijão). Embalado pela trilha de Hans Zimmer, que mistura elementos do faroeste com o rock, o filme foge ao convencional ao apostar em piadas de humor negro e não amenizar a morte. Se não pode ser comparado a &lt;i&gt;Wall-E&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Up - Altas Aventuras&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Rango&lt;/i&gt; pode ser divertido tanto para os pequenos quanto para os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Paramount)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-5302577844170684019?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/5302577844170684019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=5302577844170684019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5302577844170684019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5302577844170684019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/03/rango.html' title='Rango'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-uujLNsqfRMI/TXlPpm4yeMI/AAAAAAAAAqY/SfYU_MVoYFQ/s72-c/rango.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-162514667875747628</id><published>2011-03-02T00:00:00.002-03:00</published><updated>2011-03-02T00:00:01.637-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Trabalho Interno</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="https://lh4.googleusercontent.com/-FFnyNZgrnXo/TWqlYbNUleI/AAAAAAAAApo/-t3M3mnPZaI/s1600/trabalhointerno.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esqueça a abertura com características pop ou os filmes-denúncia repletos de alívios cômicos dirigidos por Michael Moore. O que &lt;i&gt;Trabalho Interno&lt;/i&gt; busca é investigar e apresentar ao espectador as origens e os bastidores da crise econômica que afetou o mundo em 2008. Repleto de detalhes e com uma temática árida para muitos espectadores, o documentário de Charles Ferguson requer atenção redobrada do espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os depoimentos falam por si só e trazem os personagens responsáveis por criar o cenário de colapso econômico. São autoridades e executivos poderosos, tão preparados para perguntas capciosas, pegos desconfortáveis, gaguejando diante das câmeras e dos questionamentos necessários e incisivos de Ferguson. É inteligente também a estratégia do diretor em colocar cartelas informando ao espectador os convidados que se recusaram a participar do filme, mostrando que suas ausências são indícios de culpa pela situação que se produziu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrado pelo ator Matt Damon, &lt;i&gt;Trabalho Interno&lt;/i&gt; é prejudicado apenas por seu tom didático demais. A origem da crise é identificada no governo Reagan, passando pelos governos de Bill Clinton e George Bush, que propiciaram a integração entre o sistema financeiro e as esferas do poder público. Para dar conta deste vasto período de tempo, são empregados pequenos flashes com falas das épocas correspondentes, muitos deles utilizando jargões econômicos que se tornam quase incompreensíveis para o espectador menos familiarizado com as questões econômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que difere &lt;i&gt;Trabalho Interno&lt;/i&gt; dos demais documentários do mesmo tema é a abordagem quanto aos professores universitários, que teriam contribuído para sustentar a bolha que se formou e o caráter predatório do neoliberalismo, e algumas passagens que demonstram uma certa decepção com o governo de Barack Obama, que não foi capaz de implementar as reformas que havia proposto e concedeu cargos públicos a membros dos governos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, o documentário de Ferguson se comporta como uma obra que apresenta reflexões importantes sobre os meandros do poder econômico e da maneira como a crise foi produzida, mas o filme é impregnado com tantos pequenos detalhes e jargões econômicos que fica difícil ao espectador saber separar o que de fato é primordial e, muitas vezes, compreender as informações que recebe. Isso não significa dizer que &lt;i&gt;Trabalho Interno&lt;/i&gt; não seja um bom documentário, ele é, o problema é que, para muitos, ele poderá não passar de um filme que apresenta belas imagens aéreas de Nova York, com seus arranha-céus e portas-giratórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Sony Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-162514667875747628?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/162514667875747628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=162514667875747628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/162514667875747628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/162514667875747628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/03/trabalho-interno.html' title='Trabalho Interno'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-FFnyNZgrnXo/TWqlYbNUleI/AAAAAAAAApo/-t3M3mnPZaI/s72-c/trabalhointerno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-4130553299097219941</id><published>2011-02-26T00:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-26T17:47:32.602-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Bruna Surfistinha</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="https://lh5.googleusercontent.com/-Ndyz-t8cvDc/TWlgPoTRGKI/AAAAAAAAApY/arIHWTswsNs/s1600/brunasurfistinha.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história de Raquel Pacheco é conhecida pela maior parte do público nacional, mas o fato não impediu que sua vida - que já havia originado um livro - fosse contada agora em um novo formato: o cinema. Adotada por um casal de classe média de São Paulo, a jovem resolve sair de casa em busca de liberdade e decide se manter através da própria prostituição. Assim começou aquela que se tornaria a mais famosa garota de programa do Brasil, Bruna Surfistinha, celebrizada pela rotina contada em um blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que transpor para as telas de um livro basicamente sobre sexo sem que o filme fosse classificado como pornografia? Foi esse o desafio dos roteiristas José Carvalho, Homero Olivetto e Antonia Pellegrino, que conseguiram estruturar o drama para além das cenas eróticas, sem, contudo, excluí-las por completo. O sexo está presente, como não poderia de ser diante de tal temática, mas as cenas são fundamentais para tentar compreender o pensamento e as atitudes da protagonista. Talvez apenas duas pequenas passagens possam ser consideradas inapropriadas para alguns, ao tratar de certos fetiches, mas nada que prejudique o restante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão importante a ser pensada foi como construir as necessárias cenas de sexo sem que elas parecessem gratuitas ou que ficassem estilizadas ao ponto do exagero. Nesse caso, foi um acerto a presença de Marcus Baldini na direção. Ele, que começou sua carreira na MTV Brasil e dirigiu videoclipes e comerciais, dá ao filme uma linguagem jovem e uma dinâmica bastante funcional aos programas, alternando em poucas sequências a grande quantidade de clientes aos quais Bruna atende. Eram, em média, cinco por dia. Aliada à linguagem de videoclipe está uma trilha sonora capitaneada pela ótima &lt;i&gt;They Don't Make Mistakes&lt;/i&gt;, cujo download gratuito pode ser feito diretamente do &lt;a href="http://www.brunasurfistinhaofilme.com" target="_blank"&gt;site oficial&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreende também a atuação de Deborah Secco. No início do filme, Bruna ainda é uma adolescente que pouco conhece do mundo adulto. Aos poucos é que ela vai amadurecendo com a vida (e com os programas que faz). A atriz consegue - tanto física quanto gestualmente - imprimir as mudanças advindas da passagem temporal. Deve-se ressaltar também a forma como Deborah se entrega ao personagem, sobretudo por estar com pelo menos os seios nus na maior parte do tempo. Ela conta ainda com a ajuda de um elenco coadjuvante bastante coeso, que conta com as ótimas presenças de Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes e Fabíula Nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo reunidas algumas características positivas, &lt;i&gt;Bruna Surfistinha&lt;/i&gt; não consegue transcender a barreira do filme mediano. Talvez tenha faltado ao roteiro um pouco mais de ousadia ao abordar as questões e implicações psicológicas da vida desregrada que Raquel Pacheco levou (e ela aparece como hostess de um restaurante em uma rápida cena). Ou talvez as experiências de Bruna Surfistinha não tenham sido tão densas quanto o espectador acreditava ter sido. Nesse caso, a vida real prejudicou a arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Imagem Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-4130553299097219941?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/4130553299097219941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=4130553299097219941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4130553299097219941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4130553299097219941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/bruna-surfistinha.html' title='Bruna Surfistinha'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-Ndyz-t8cvDc/TWlgPoTRGKI/AAAAAAAAApY/arIHWTswsNs/s72-c/brunasurfistinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-1510369750991445008</id><published>2011-02-23T00:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-23T00:00:05.444-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>Hitler</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/-uUJ0nv8tsQw/TVlonbPc_TI/AAAAAAAAAo8/cmsS4RCadmY/s1600/hitler.jpg" width="400" height="575" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1998 e 2000, o historiados britânico Ian Kershaw lançou os dois volumes da biografia de Hitler. Imediatamente, as obras foram saudadas como fundamentais para se compreender uma das figuras mais importantes do século XX, que determinou os rumos da Alemanha, da Europa e do restante do mundo. Os livros, porém, eram acadêmicos demais - com muitas notas de rodapé e referências - para o grande público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu-se, então, fazer uma edição condensada, a cargo do próprio autor, que eliminou aproximadamente quatrocentas páginas sem que a força da narrativa fosse prejudicada. Intitulada como &lt;i&gt;Hitler&lt;/i&gt;, a obra, com quase mil e duzentas páginas e pesando mais de um quilo e meio, chegou ao país em novembro do ano passado pela editora Companhia das Letras, com tradução de Pedro Maia Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que chama a atenção já nas primeiras páginas é a profundidade da pesquisa de Kershaw. Baseado em uma farta documentação, contando inclusive com o diário de Goebbels que foi redescoberto nos anos 1990, o historiador - com uma escrita fluida e precisa - revela detalhes íntimos sobre os acontecimentos históricos que definiram a história, como o temperamento e as hesitações do ditador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante perceber como foi possível que Hitler passasse de um indivíduo fadado ao fracasso profissional e pessoal a uma figura mítica na Alemanha. Nesta trajetória, o autor esmiúça tanto os traços de personalidade do biografado quanto os aspectos sociais, econômicos e políticos do país e do continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como descartar a esperteza de Hitler em lidar com as palavras (e a propaganda foi fundamental para o &lt;i&gt;führer&lt;/i&gt; que ele se tornaria), mas é preciso atentar também que parte de sua ascensão é fruto de uma conjuntura político-social que vigorou no pós-Primeira Guerra. Influenciaram neste processo, por exemplo, o comportamento da elite conservadora alemã e a hesitação das potências ocidentais em conter a remilitarização da Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O refinamento da pesquisa permitiu a Kershaw evitar as simplificações das críticas ao nazismo, o que não significa - de maneira nenhuma absolvê-lo, como pretenderam algumas revisões feitas posteriormente. Ainda que não tivesse dado uma autorização por escrito para o Holocausto, Hitler era pessoalmente favorável à eliminação dos judeus, tendo estimulado várias vezes a perseguição à "judaria" - como ele costumava dizer - em seus discursos. Também é ingenuidade acreditar que o ditador não sabia o que se passava nos campos de concentração e que não estivesse satisfeito com o massacre aos judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hitler&lt;/i&gt; é um livro fundamental para entender como foi possível que um homem irascível e sem qualquer formação mais elevada chegasse ao poder de forma tão absoluta e popular, borrando a fronteira entre o cargo que ocupava e sua própria figura: durante doze anos, Hitler foi a Alemanha e a Alemanha foi Hitler, refletindo o seu racismo, a sua inabilidade militar e os seus desvarios políticos. Investigando com a máxima profundidade que pôde a vida do ditador, percorrendo da sua infância até o seu suicídio no bunker diante da inevitável derrota da Segunda Guerra Mundial, Ian Kershaw criou aquela que talvez seja a biografia definitiva de Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; capa da edição brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-1510369750991445008?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/1510369750991445008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=1510369750991445008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1510369750991445008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1510369750991445008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/hitler.html' title='Hitler'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uUJ0nv8tsQw/TVlonbPc_TI/AAAAAAAAAo8/cmsS4RCadmY/s72-c/hitler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-4114387930654414754</id><published>2011-02-21T00:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-21T00:00:05.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Besouro Verde</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUnHbZIf2lI/AAAAAAAAAk8/M3IHWVsQ5nE/s1600/besouroverde.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Originalmente, &lt;i&gt;O Besouro Verde&lt;/i&gt; era uma emissão de rádio, transmitida pela primeira vez em 1936 e que durou até o ano de 1952. Depois, teve temporadas como série de televisão na década de 1940 e no ano de 1966. Alguns episódios foram unidos e deram origem a filmes, mas Hollywood ainda não havia investido neste herói de esmeralda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, &lt;i&gt;O Besouro Verde&lt;/i&gt; chega às telas do cinema pela primeira vez, numa superprodução comandada por Michel Gondry (diretor do ótimo e inventivo &lt;i&gt;Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças&lt;/i&gt; e de &lt;i&gt;Rebobine, Por Favor&lt;/i&gt;) e estrelada por Seth Rogen (famoso pelas comédias de Judd Apatow, como &lt;i&gt;Ligeiramente Grávidos&lt;/i&gt;), escolha bastante interessante para dar vida ao personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Britt Reid cresceu sem mãe e teve problemas de relacionamento com o pai (Tom Wilkinson, o Arthur Edens de &lt;i&gt;Conduta de Risco&lt;/i&gt;), que era viciado em trabalho e não lhe dava muita atenção. Já adulto, passou a ser um playboy que se fazia valer de sua fortuna para gastar em bebidas e conquistar garotas. Após a morte repentina do pai, Reid se vê obrigado a assumir o papel de editor do jornal &lt;i&gt;Sentinela Diária&lt;/i&gt;. A vida de extravagâncias termina quando ele e um ex-empregado de seu pai, Kato, impedem um roubo. Surge então a figura do herói mascarado Besouro Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todo herói, por menos convencional que seja, pede um vilão, Reid vai ter de enfrentar Chudnofsky (Christoph Waltz, o impiedoso coronel Hans Landa de &lt;i&gt;Bastardos Inglórios&lt;/i&gt;), chefe do império do crime que controla a maior parte de Los Angeles e que planeja expandir seu poder por toda a cidade. E há também a presença de uma bela figura feminina, que ficou a cargo da pantera Cameron Diaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de derrotar o vilão, Reid vai precisar exorcizar os fantasmas de sua relação conturbada com o pai. Teria sido ele um empresário honesto e digno do respeito que todos lhe devotaram durante esses anos (e aparente na cena do enterro) ou um homem que passou por cima do compromisso com a verdade e a liberdade de imprensa para conseguir prestígio em troca da reeleição de Scanlon (David Harbour)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história gira em torno de Britt Reid e Seth Rogen se esforça para trabalhar todas as nuances necessárias ao herói, mas quem rouba a atenção em &lt;i&gt;O Besouro Verde&lt;/i&gt; é seu parceiro de combate, o mestre de kung fu e ex-motorista Kato, muito bem interpretado pelo astro da música asiática Jay Chou. Todos as armas e os carros incríveis foram criados por ele e sua habilidade para a luta é imensamente superior a do protagonista. Somando seu carisma a essa sagacidade, Kato é - disparado - o personagem mais interessante do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o diretor francês Michel Gondry parece ter percebido este detalhe durante as filmagens e não se importado muito, já que deixou para o asiático as melhores cenas. E, aos olhos do público, soa no mínimo estranho que o grande nome de &lt;i&gt;The Green Hornet&lt;/i&gt; - título original - não seja o protagonista, principalmente por se tratar de um filme de super-herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este fato se mostra apenas um detalhe ao longo das quase duas horas de projeção. Distante do tom sombrio que Christopher Nolan imprimiu em seus dois &lt;i&gt;Batmans&lt;/i&gt;, que alçou os filmes de super-heróis a patamares nunca antes alcançados, Gondry fez um filme recheado de cenas de ação bem filmadas e efeitos especiais de qualidade. O maior objetivo de &lt;i&gt;O Besouro Verde&lt;/i&gt; é entreter as plateias, e nisso o filme fica a contento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Jaimie Trueblood (Sony Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-4114387930654414754?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/4114387930654414754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=4114387930654414754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4114387930654414754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4114387930654414754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/o-besouro-verde.html' title='O Besouro Verde'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUnHbZIf2lI/AAAAAAAAAk8/M3IHWVsQ5nE/s72-c/besouroverde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-127259946682289006</id><published>2011-02-19T00:00:00.004-02:00</published><updated>2011-02-19T12:30:56.157-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>127 Horas</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSu07RnWzQI/AAAAAAAAAgE/DvWWmQYmCMI/s1600/127horas.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;127 Horas&lt;/i&gt; é a reconstituição de um episódio dramático na vida do alpinista e montanhista Aron Ralston (James Franco) acontecido em 2003, quando ele fazia uma escalada em Utah, nos Estados Unidos, e acabou tendo o braço direito preso em uma fenda por uma pedra. Lutando por sua sobrevivência, o esportista passou mais de cinco dias (as tais 127 horas que dão título ao filme) entre os paredões de rocha, mas conseguiu se libertar diante da difícil decisão de ter de amputar a sangue frio o próprio braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, que foi relatada pelo próprio Aron em um livro, ganha agora as potencialidades do cinema nas mãos do eficiente diretor Danny Boyle, aclamado por &lt;i&gt;Quem Quer Ser um Milionário?&lt;/i&gt;. Tanto Boyle quanto Franco tiveram acesso a um vídeo feito por Ralston durante o período em que esteve preso no canyon. O vídeo, que só foi mostrado para a família e amigos próximos e que permanece guardado em um cofre de banco, ajudou ambos a compor uma história intensa e emocionante, que consegue fugir do sentimentalismo barato e do vale de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo, cuja gravação é reproduzida ao longo do filme, serve também como um alívio cômico para as cenas mais tramáticas. E é interessante perceber que, mesmo com o braço preso por uma pedra, em um lugar completamente deserto e com todas as condições desfavoráveis, Aron ainda conseguia manter seu senso de humor e até mesmo rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, neste ambiente absolutamente claustrofóbico, potencializado pelos enquadramentos de Boyle e pela edição de Jon Harris, há uma reflexão implícita sobre os valores que cultivamos ao longo da vida e o que nos é verdadeiramente importante. É diante das maiores adversidades por que passamos que podemos perceber mais claramente o que é essencial. Essa reflexão é feita em diversos momentos por Aron, enquanto ele mantém acesa a vontade de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sustentar tamanho personagem (e que aparece sozinho em cena praticamente durante todo o filme), é preciso um excelente ator. A primeira opção de Boyle era Cillian Murphy (o espantalho de &lt;i&gt;Batman - O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt;), mas o papel acabou nas mãos de James Franco. Atuando no limite, quase que unicamente com expressões faciais e corporais, Franco consegue transmitir tanto o desespero quanto a esperança. E, assim, consegue provar que alcançou a maturidade como ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que tem estômago mais fraco, talvez &lt;i&gt;127 Horas&lt;/i&gt; não seja o filme mais apropriado para se ver, mas ainda assim vale um esforço - e, se for o caso, fechar os olhos nas cenas mais impactantes - não para conferir uma boa história baseada em fatos reais com bastante sensibilidade estética e um ator em ótima performance, mas para tirar lições e refletir sobre o que verdadeiramente importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Fox)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-127259946682289006?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/127259946682289006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=127259946682289006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/127259946682289006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/127259946682289006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/127-horas.html' title='127 Horas'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSu07RnWzQI/AAAAAAAAAgE/DvWWmQYmCMI/s72-c/127horas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-1550071681348601282</id><published>2011-02-17T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-02-17T00:00:01.095-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Malu de Bicicleta</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/-UVYvLaiXMZs/TVcLD7LQ1_I/AAAAAAAAAo4/wi8QORoJoWY/s1600/maludebicicleta.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De modo geral, nos acostumamos a crer que os filmes são medidos pelo sucesso de público, com a qualidade das obras sendo atestadas primordialmente pelos milhões de espectadores que lotam suas sessões. Às vezes funciona, como no caso de &lt;i&gt;Tropa de Elite 2&lt;/i&gt; e seus mais de onze milhões de ingressos vendidos, mas a tal regra está longe de ser uma verdade absoluta e confiável. Até porque - nunca é demais ressaltar - precisar a qualidade de um filme implica um alto grau de subjetividade, variando de espectador para espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além de não ter qualquer validade, a regra exclui toda uma série de filmes que não foram criados para serem populares. É claro que qualquer diretor ou produtor explodiria de felicidade se seu filme (aquele que ele realmente quis fazer) atingisse um grande público. Mas, dependendo da natureza e da abordagem do projeto, se sabe de antemão seu potencial comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo mesmo é que não são todos os filmes que nascem para ser um &lt;i&gt;blockbuster&lt;/i&gt;. Diretores como Julio Bressane (&lt;i&gt;Cleópatra&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Erva do Rato&lt;/i&gt;) e José Mojica Marins (o Zé do Caixão) tocam seus projetos independentemente de um sucesso nas bilheterias, eles sabem que têm seu público. Outros surgem para ocupar uma faixa menos badalada, mas de grande importância para a sustentação de uma indústria cinematográfica, a faixa dos chamados filmes médios, que fazem entre cem mil e trezentos mil espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o objetivo de &lt;i&gt;Malu de Bicicleta&lt;/i&gt;, do produtor e diretor Flavio Tambellini, que chegou aos cinemas no começo deste mês. A tal moça do título - vivida por Fernanda de Freitas - é uma carioca que costuma passear de bicicleta pela orla. É num desses passeios que ela acaba atropelando o perdido Luiz Mário (Marcelo Serrado), verdadeiro protagonista do filme, um conquistador paulista que se apaixona imediatamente por Malu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa lábia dele acaba convendo-a a tomar uma água de coco, que logo vira uma caipirinha e, daí em diante, o espectador já pode imaginar o que vai acontecer. O fato é que a moça desperta em Luiz uma vontade de deixar para trás a vida de solteiro convicto e, depois de muita ponte aérea, os dois acabam se casando. O relacionamento, porém, é abalado pelas suspeitas dele de que Malu o estaria traindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, adaptada do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que inclusive elaborou o roteiro, ganha contornos de &lt;i&gt;Dom Casmurro&lt;/i&gt; ao ser narrada por Luiz Mário, fazendo com que o espectador também não tenha como saber o que realmente Malu faz em suas viagens para o Rio de Janeiro. O que vemos e sabemos é apenas o que o paulista pensa e faz. Desta forma, o filme prende nossa atenção até o último minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comparações com a obra-prima de Machado de Assis, porém, se encerram na maneira de abordar o assunto, a partir da parcialidade da visão masculina. A linguagem de &lt;i&gt;Malu de Bicicleta&lt;/i&gt; é mais cotidiana e menos rebuscada, numa funcionalidade que garante verdade às situações criadas. Por vezes o filme parece abusar dos palavrões, mas seu uso é parte do universo em que vivem os protagonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com noventa minutos de duração, &lt;i&gt;Malu de Bicicleta&lt;/i&gt; cumpre a proposta de seu diretor. Trabalhada nas diferenças que existem entre os personagens, a história consegue conduzir o espectador na desconfiança de Luiz Mário sem que - com isso - Malu seja demonizada. Outro fator importante a ser ressaltado é o entrosamento entre Marcelo Serrado e Fernanda de Freitas, com atuações leves e sutis. Quando separados, os dois contam ainda com um bom elenco de apoio, cujos personagens contribuem para dar andamento à história. Definitivamente, &lt;i&gt;Malu de Bicicleta&lt;/i&gt; não é um filme grande, e nem pretendia sê-lo, mas quem disse que um filme médio não pode ser bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Tambellini Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-1550071681348601282?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/1550071681348601282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=1550071681348601282&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1550071681348601282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1550071681348601282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/malu-de-bicicleta.html' title='Malu de Bicicleta'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UVYvLaiXMZs/TVcLD7LQ1_I/AAAAAAAAAo4/wi8QORoJoWY/s72-c/maludebicicleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-4773003874767573136</id><published>2011-02-15T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-02-15T18:51:34.003-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Burlesque</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTiltDXneHI/AAAAAAAAAhI/xjrbfon2l5M/s1600/burlesque.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a vida de Christina Aguilera não anda às mil maravilhas no mundo da música, talvez ela tenha encontrado um lugar em Hollywood para continuar trabalhando. Aproveitando-se do reconhecido potencial vocal da cantora, o diretor Steve Antin a escalou para protagonizar o musical &lt;i&gt;Burlesque&lt;/i&gt; ao lado de Cher. E, para sua estreia como atriz nas telonas, Aguilera se sai muito bem no papel de Ali, uma jovem que busca deixar o passado vazio para trás e que vê surgir uma oportunidade em um teatro burlesco de Los Angeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ela vai enfrentar alguns obstáculos até conseguir provar que é digna de ocupar um papel de destaque no musical encenado no The Burlesque Lounge, teatro majestoso comandado por Tess (Cher), mas que enfrenta problemas de conservação e dívidas que podem fechá-lo em breve. Como garçonete do local, Ali tem a oportunidade de decorar as letras e as coreografias dos números, o que lhe será útil no futuro. Sob o palco, ela prova do que é capaz e conquista não só o público, mas também a dona do teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que sejam melhores cantoras que atrizes, Aguilera e Cher se saem bem nos papéis que ocupam, conseguindo passar a veracidade necessária às personagens e se destacando nos números musicais que protagonizam. Auxiliando-as em cena, está o sempre ótimo Stanley Tucci, cujo personagem (Sean) é o braço direito da dona do teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drama que conduz a história não consegue aprofundar satisfatoriamente todos as variáveis que apresenta, mas constrói de forma razoável o fio condutor entre os números musicais, que são - sem dúvida - as melhores cenas do filme. No entanto, estão longe do brilhantismo de um &lt;i&gt;Chicago&lt;/i&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha faltado a Steve Antin, que também assina o roteiro do filme com Diablo Cody (roteirista de &lt;i&gt;Juno&lt;/i&gt;) e Keith Merryman, um pouco mais de experiência na direção e doses maiores de ousadia nas coreografias dos números musicais. Na maioria deles, o diretor se limita ao uso do palco do teatro que serve de cenário ao filme, esquecendo-se de que o cinema possibilita que os musicais se expandam para além das cenas das quais fazem parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Sony Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-4773003874767573136?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/4773003874767573136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=4773003874767573136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4773003874767573136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4773003874767573136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/burlesque.html' title='Burlesque'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTiltDXneHI/AAAAAAAAAhI/xjrbfon2l5M/s72-c/burlesque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-4603342832206338609</id><published>2011-02-13T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-02-13T08:44:45.818-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Bravura Indômita</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSyxzt4THwI/AAAAAAAAAg0/JYheFGQuxZM/s1600/bravuraindomita.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde que o politicamente correto invadiu Hollywood, o western - o mais americano dos gêneros cinematográficos - foi gradativamente deixando de ser produzido. Alguns poucos diretores tentaram ensaiar uma volta ao gênero, mas nenhum com efetiva eficiência. Para mudar esta sina (ou pelo menos tentar), ninguém melhor do que os irmãos Joel e Ethan Coen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptando novamente para as telas o livro de Charles Portis, os Coen trazem às telas a sua versão do faroeste &lt;i&gt;Bravura Indômita&lt;/i&gt;, que conta a saga da jovem Mattie Ross (Hailee Steinfeld) para vingar a morte do pai, que foi morto a sangue frio pelo covarde Tom Chaney (Josh Brolin). Para fazer justiça, ela resolve comprar a ajuda do xerife Rooster Cogburn (Jeff Bridges). Na empreitada, se une a ambos o &lt;i&gt;ranger&lt;/i&gt; do Texas LaBoeuf (Matt Damon).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mesmo cineastas do porte dos irmãos Coen teriam a coragem de fazer uma nova adaptação de um dos maiores clássicos do cinema, filme que foi o responsável pelo único Oscar da carreira de John Wayne e que - reza uma das lendas que circundam os irmãos diretores - nunca foi visto pela dupla. A matriz transposta para as telas foi mesmo o livro de Portis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encarnar o papel de Rooster Cogburn, que foi de John Wayne na versão de 1969, os Coen escalaram Jeff Bridges, ator com o qual já haviam trabalhado em &lt;i&gt;O Grande Lebowski&lt;/i&gt; e cuja carreira andava meio apagada até o ano passado, quando recebeu o Oscar de melhor ator pelo seu desempenho em &lt;i&gt;Coração Louco&lt;/i&gt;. Bridges rouba absolutamente todas as cenas do filme em que aparece ao mesclar dureza e humanidade na medida certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dele, o restante do elenco também é bastante eficiente. A jovem Hailee Steinfeld sustenta muito bem a dura missão de acompanhar Bridges na tela, ainda mais quando ambos passam a maior parte do tempo sozinhos. E ainda é preciso levar em consideração que esta é a estreia de Hailee no cinema. Somam-se aos dois as participações de Matt Damon, um ator cujos bons desempenhos vem sendo uma constante, e Josh Brolin, um dos atores mais incríveis de Hollywood na atualidade, mas - aqui - ele pouco aparece, o que não chega a ser um demérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, a adaptação do roteiro feita pelos irmãos Coen é bastante eficiente e os diálogos são afiados, o que é uma das maiores e melhores características dos trabalhos da dupla. Os enquadramentos são precisos e Joel e Ethan são muito inteligentes ao aproveitarem todo o potencial do diretor de fotografia Roger Deakins e ao abrir espaço para a beleza e a aridez dos desertos norte-americanos na edição que ficou a cargo de Roderick Jaynes, pseudônimo usado pela dupla para assinar a montagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tamanhas qualidades técnicas e estéticas, ótimos atores e uma boa história, é de se esperar que, se não salva o western do limbo ao qual Hollywood o submeteu, pelo menos &lt;i&gt;Bravura Indômita&lt;/i&gt; se coloca como um ótimo exemplar do gênero e o confere alguma sobrevida. Agora é esperar para ver o que só o tempo dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Lorey Sebastian (Paramount Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-4603342832206338609?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/4603342832206338609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=4603342832206338609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4603342832206338609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4603342832206338609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/bravura-indomita.html' title='Bravura Indômita'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSyxzt4THwI/AAAAAAAAAg0/JYheFGQuxZM/s72-c/bravuraindomita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-1718258486954672330</id><published>2011-02-11T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-02-11T00:00:02.517-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Discurso do Rei</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTiniBKex6I/AAAAAAAAAhM/JYdwxxHkzTY/s1600/odiscursodorei.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;O Discurso do Rei&lt;/i&gt; conta a história de George (Colin Firth), o duque de York, que reluta em assumir o trono da monarquia inglesa quando seu irmão, Edward (Guy Pearce), abdica da coroa. Sem ter outra opção, George assume o posto (como George VI), mas deixa perceber todo o seu desconforto em ocupar tal posição, já que - desde a infância - ele sofre de gagueira. Pode um rei gago ser respeitado por seus súditos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temendo que a resposta seja negativa e que passe a enfrentar maus bocados com o povo inglês por conta da doença, George - que é pai da atual rainha da Inglaterra, Elizabeth II -  resolve buscar ajuda do terapeuta da fala Lionel Logue (Geoffrey Rush) e encontra nas figuras do médico e de sua esposa Elizabeth (Helena Bonham Carter) o alicerce necessário para que ele supere o problema e possa comandar o país durante a Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, escrito por David Seidler, acompanha as aulas que George toma com Lionel e os diferentes métodos empregados pelo terapeuta, responsáveis por provocar não só a correção da fala do rei, mas também por atenuar significativamente seu temperamento explosivo que, como se vê, era causado muito provavelmente pelo desconforto que sentia ao tropeçar tentando pronunciar suas frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reconstituição histórica - a cargo da diretora de arte Netty Chapman (que trabalhou com John Wright em &lt;i&gt;Desejo e Reparação&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Orgulho e Preconceito&lt;/i&gt;) e dos figurinos de Jenny Beavan (&lt;i&gt;Sherlock Holmes&lt;/i&gt;) - é absolutamente impecável e, somada à eficiente fotografia de Danny Cohen, conferem ao filme uma beleza visual primorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;i&gt;O Discurso do Rei&lt;/i&gt; conta ainda com outras qualidades, como a bela trilha sonora composta pelo sempre excelente Alexandre Desplat (&lt;i&gt;Harry Potter&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Curioso Caso de Benjamin Button&lt;/i&gt;), a edição delicada de Tariq Anwar (&lt;i&gt;Beleza Americana&lt;/i&gt;) e a direção bastante correta do quase estreante diretor inglês Tom Hooper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor de tudo é ver todas essas qualidades técnicas a serviço de uma boa história e de atores absolutamente magníficos. Quem acreditou que Colin Firth havia chegado ao auge na pele do também George de &lt;i&gt;Direito de Amar&lt;/i&gt;, estreia de Tom Ford na direção, estava enganado. O ator inglês vai além ao encarnar com perfeição os dilemas de um rei que tem de superar uma gagueira que o acompanha desde a infância para não ser ridicularizado pelos súditos da realeza britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desempenho de Firth é magnético, com o ator trabalhando todas as nuances psicológicas que acompanham seu personagem, passeando com incrível eficiência por sentimentos como o medo da rejeição e a raiva por sua condição. Ele conta ainda com as ótimas atuações de seus dois principais parceiros de cena, Helena Bonham Carter (figura sempre presente nos filmes do marido, Tim Burton) e Geoffrey Rush (o capitão Barbossa da trilogia &lt;i&gt;Piratas do Caribe&lt;/i&gt;). Há ainda as presenças eficazes de Guy Pearce e Michael Gambon, que interpreta o rei George V, pai do protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construir um filme requer que se tome uma série de decisões e seu sucesso depende de um grande número de fatores. Nesta produção inglesa, uma belíssima reconstituição de um período histórico importante para a realeza britânica, todas as peças deste intrincado quebra-cabeças que é a realização cinematográfica estão perfeitamente encaixadas e, com tantos talentos reunidos, não chega a ser surpresa alguma que &lt;i&gt;O Discurso do Rei&lt;/i&gt; seja um dos melhores filmes do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Paris Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-1718258486954672330?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/1718258486954672330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=1718258486954672330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1718258486954672330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1718258486954672330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/o-discurso-do-rei.html' title='O Discurso do Rei'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTiniBKex6I/AAAAAAAAAhM/JYdwxxHkzTY/s72-c/odiscursodorei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-2795855968315368376</id><published>2011-02-08T00:00:00.016-02:00</published><updated>2011-02-10T11:48:59.485-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Labirinto do Fauno</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TU3JqljBjzI/AAAAAAAAAls/PsTtqVrhdEQ/s1600/olabirintodofauno.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lançado em 2006, &lt;i&gt;O Labirinto do Fauno&lt;/i&gt; foi considerado pela crítica e pelo público um dos melhores filmes do ano, posto que pode ser comprovado pela honrosa 75ª posição que o filme ocupa no Top 250 do &lt;a href="http://www.imdb.com"&gt;IMDb&lt;/a&gt;, com nota média de 8.4 entre os mais de 160 mil usuários que já votaram na obra. Faço parte daqueles que deram nota máxima ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti às aventuras de Ofelia pela primeira vez na época de seu lançamento nos cinemas brasileiros. Lembro-me, inclusive, que o ar condicionado da sala em que o filme estava sendo exibido havia apresentado defeito, mas que ele seria projetado para aqueles que - ainda assim - insistiram. Era um dia quente e abafado de fevereiro, típico de verão. Graças ao fascínio causado pela história do mexicano Guillemo del Toro, não atentei para o fato de que o calor beirava o insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao filme diversas vezes após seu lançamento em dvd e ainda hoje não me canso de revê-lo. E, por assim dizer, vesti a camisa em outras tantas ocasiões ao discutir os melhores filmes do ano e ao recomendá-lo quase que urgentemente a todos aqueles que não o haviam visto. (E, se você ainda não assistiu, sugiro que pare agora este texto, corra para a locadora mais próximo, assista ao filme e só então retorne).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Espanha fascista de 1944, ainda às voltas com a Segunda Guerra Mundial, Ofelia (Ivana Baquero) - uma menina fascinada por contos de fadas - se muda com sua mãe Carmen (Ariadna Gil) para a atual residência do capitão das forças armadas espanhola Vidal (Sergi López), de quem Carmen está grávida. A casa é uma construção muito antiga situada nas imediações de um bosque, para onde Ofelia vai em uma noite, seguindo as instruções de uma fada. Dentro do bosque, há um labirinto secular em cujo interior mora um velho fauno (Doug Jones), entidade mitológica que cuida das florestas e tem a forma mista de um humano com um bode. O fauno acredita que a menina pode ser a princesa daquele reino perdido, mas - para que ela possa retornar a ele - é preciso que ela prove pertencer à realeza através de três provas que devem ser realizadas antes da lua cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, escrito pelo próprio diretor, Guillermo del Toro (&lt;i&gt;Hellboy&lt;/i&gt;), é de uma delicadeza indescritível. Ao mesmo tempo em que acompanhamos o conto de fadas vivido por Ofelia, vemos também os conflitos entre os fascistas espanhóis e os que lutam contra o regime. Embora pareçam contraditórios em teoria, o conto de fadas e o drama estão perfeitamente conectados por seus tons soturnos e, em muitos momentos, desesperançosos. Não se trata aqui de fadas como as que a Disney nos acostumou a ver nos cinemas, ainda que a mágica se faça presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os contos de fada são a maneira pela qual Ofelia consegue sustentar seu mundo em uma realidade assombrada pela guerra. Seu pai, que era alfaiate, foi morto em combate e sua mãe, para garantir o futuro da filha e o seu próprio, aceitou se casar com um capitão espanhol. A relação entre os dois é fria, distante, com a mulher servindo apenas de instrumento para que Vidal tenha um herdeiro. Relutante, a menina aceita seu destino por saber que não há outra ação possível, mas chora a triste figura na qual a mãe se tornou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o estado de saúde de sua mãe bastante debilitado, Ofelia acaba se aproximando de Mercedes (Maribel Verdú), a governanta da casa do capitão, com quem vai desenvolver uma relação de plena confiança e que vai ajudá-la a suportar os tempos difíceis que virão após o nascimento de seu irmão e a morte de Carmen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando-se a precisão cirúrgica dos diálogos e personagens principais muito bem trabalhados à fantástica história que envolve o fauno e as três provas, Guillermo del Toro criou um filme não menos que fascinante, que vai se aprofundando aos poucos por caminhos surpreendentes cujas pistas estão espalhadas ao longo do filme, basta atenção ao espectador para percebê-las. Nesse caso, vale uma segunda ou terceira visita à obra para captar estes detalhes que potencializam o vigor narrativo do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como todo bom filme exige, são absolutamente irrepreensíveis a trilha sonora composta por Javier Navarrete (com destaque para uma canção de ninar instrumental muito bem empregada em diversas passagens), a fotografia de Guillermo Navarro (precisa na alternância entre o azul e o amarelo), a direção de arte de Eugenio Caballero (que equilibra o realismo com a fantasia) e a maquiagem de David Martí e Montse Ribé. A maquiagem, aliás, é uma das características mais marcantes de del Toro, que evita ao máximo a utilização de efeitos especiais, preferindo resolver o que for possível no próprio set de filmagem. E que belíssimo trabalho a dupla de maquiadores desenvolveu para conceber tanto o fauno (na foto) quanto o homem pálido. Não é, portanto, por acaso, que o filme tenha conquistado três Oscars (melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor maquiagem), tendo sido indicado ainda a outros três (melhor trilha sonora, melhor roteiro original e melhor filme estrangeiro pelo México).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qualidades técnicas, por si só, não garantem o nascimento de uma obra-prima. É preciso que tudo esteja absolutamente impecável para que o filme atinja este patamar. E, claro, o que completa o trabalho é o elenco. Todos os atores, dos principais aos mais coadjuvantes, estão impecáveis. Ivana Baquero combina em Ofelia o ar de menina que acredita em contos de fadas com a maturidade de alguém que é capaz de perceber a tristeza que a cerca (e que a cercará na casa do capitão). Sergi López torna Vidal tão malvado e inescrupuloso que o espectador não duvida que ele seja capaz de atrocidades piores, mas conserva um fiapo de humanidade e afeto pelo filho que vai nascer. Maribel Verdú transforma Mercedes na mulher mais forte do filme, cuja insegurança e o medo são sublimados pela força de seu senso de justiça. Ariadna Gil dá a precisão da amargura de Carmen, de um passado que parece ter sido bom à aceitação de um presente que não lhe deixa muitas alternativas. Há que se destacar ainda o trabalho de Doug Jones, que dá vida ao fauno e ao homem pálido, atuando em gestos mínimos e reduzidos pela vestimenta e pela maquiagem, mas cujo resultado é não menos que brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Labirinto do Fauno&lt;/i&gt; é um filme que cresceu à força de suas muitas qualidades, capitaneadas pela genialidade do diretor mexicano Guillermo del Toro, cujos trabalhos são sempre muito inventivos e cuja capacidade criativa parece inesgotável. Aqui, ele realiza sua obra-prima, um conto de fadas adulto e adequado ao seu estilo, que pode ser tanto sombrio quanto vivaz, basta apenas que - como se diz ao final da projeção - o espectador saiba por que caminho olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Warner Bros)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-2795855968315368376?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/2795855968315368376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=2795855968315368376&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2795855968315368376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2795855968315368376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/o-labirinto-do-fauno.html' title='O Labirinto do Fauno'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TU3JqljBjzI/AAAAAAAAAls/PsTtqVrhdEQ/s72-c/olabirintodofauno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-4197612933373438541</id><published>2011-02-06T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-02-10T11:47:15.303-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Vencedor</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSt7bg91DXI/AAAAAAAAAf8/dcuyoBlnqfI/s1600/ovencedor.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dicky Ecklund (Christian Bale) era uma lenda do boxe, mas desperdiçou seu talento e a grande chance de entrar definitivamente para a história do esporte. Agora, é seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg) quem vai tentar ser campeão e superar as conquistas de Dicky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado em uma história real, &lt;i&gt;O Vencedor&lt;/i&gt; remonta a escolha mais difícil da carreira de Micky: continuar treinando com a família, estando próximo a ela, e sem grandes perspectivas no boxe ou realizar seus sonhos (que também foram os sonhos de seu irmão) e se tornar um verdadeiro campeão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução cafona para o título do filme, muito provavelmente, &lt;i&gt;O Vencedor&lt;/i&gt; foi a maneira mais fácil de traduzir &lt;i&gt;The Fighter&lt;/i&gt;, que não poderia ser traduzida impunemente como &lt;i&gt;O Lutador&lt;/i&gt; sem render comparações com a obra que Darren Aronofsky lançou em 2008 e que recebeu tal tradução (no original, o filme era &lt;i&gt;The Wrestler&lt;/i&gt;). Comparados, o longa estrelado por Mickey Rourke é superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando o título em português, &lt;i&gt;O Vencedor&lt;/i&gt; traz um olhar interessante sobre a constituição da família e a importância que ela ocupa na vida de uma pessoa, repercutindo também em sua profissão e em seus sonhos. O diretor David Russell aposta suas fichas nas relações entre os irmãos Dicky e Micky e deles com a mãe, Alice (Melissa Leo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se concentra nessas conexões familiares, o filme vai avançando também na carreira do lutador que ficou conhecido no mundo do boxe como "Irish", desde a época em que o irmão o ajudava a treinar até a sua profissionalização, em meados da década de oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante ressaltar a estética impressa por Hoyte Van Hoytema (diretor de fotografia) e Laura Ballinger (diretora de arte), que lembra bastante a estética dos canais de televisão esportivo que transmitiam as lutas de boxe. Esses canais, aliás, estão presentes em várias cenas do filme, sobretudo nas lutas, quando há o uso da locução esportiva. Há ainda, no começo de &lt;i&gt;O Vencedor&lt;/i&gt;, um documentário televisivo sobre Dicky sendo realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressiona também o realismo das lutas de boxe, algo que Hollywood - uma das maiores entusiastas do esporte - está bastante acostumada a fazer. E, se as cenas são absolutamente críveis, também os são as atuações. Mark Wahlberg, que dá vida ao protagonista, é um ator que ainda oscila bastante em termos de qualidade, mas consegue conferir a verdade necessária a Micky. Parte de sua boa atuação se deve a seus parceiros de cena: Amy Adams (que vive Charlene Fleming, namorada de Micky), Melissa Leo e Christian Bale. Os dois últimos roubam absolutamente todas as cenas em que aparecem e fazem de &lt;i&gt;O Vencedor&lt;/i&gt; um filme que merece ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Imagem Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-4197612933373438541?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/4197612933373438541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=4197612933373438541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4197612933373438541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/4197612933373438541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/o-vencedor.html' title='O Vencedor'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSt7bg91DXI/AAAAAAAAAf8/dcuyoBlnqfI/s72-c/ovencedor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-3913749694050793729</id><published>2011-02-04T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-02-10T11:46:35.115-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cisne Negro</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQ_O9qMXb_I/AAAAAAAAAe4/qH2GIaWHohk/s1600/cisnenegro.png" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nina Sayers (Natalie Portman) é uma bailarina de uma companhia de Nova York cuja vida é inteiramente consumida pela arte do balé. Sua mãe, Erica (Barbara Hershey), é uma bailarina aposentada que incentiva a filha a perseverar na dança e a alcançar o sucesso que ela nunca alcançou. Quando o diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) resolve substituir sua bailarina principal, Beth MacIntyre (Winona Ryder), na montagem de &lt;i&gt;O Lago dos Cisnes&lt;/i&gt;, Nina é sua primeira escolha. No entanto, surge Lily (Mila Kunis), uma bailarina que deixa Thomas impressionado e que pode roubar o posto de Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar &lt;i&gt;O Lago dos Cisnes&lt;/i&gt; é talvez o maior sonho de qualquer bailarina, sobretudo quando se é escolhida para ocupar a posição de maior destaque do balé criado por Tchaikovsky. Mas ser a protagonista deste espetáculo não requer apenas as habilidades exigidas de uma bailarina comum. É preciso, além de seduzir a plateia - como enuncia o diretor a certa altura do filme -, estar preparada para lidar com a inveja daquelas que não conseguiram alcançar o mesmo prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significar dizer, portanto, que é preciso ser forte para segurar a pressão a qual a bailarina será submetida. Sob essa enorme cobrança, Nina encontra dificuldades para desenvolver o seu potencial artístico e as alucinações que ela já tinha começam a se tornar cada vez mais constantes e a expõem gradativamente a maiores perigos, sobretudo no que diz respeito a Lily, com quem desenvolve uma amizade conflituosa e repleta de rivalidade. É a relação das duas que vai mexer mais profundamente com o psicológico de Nina e transformar &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt; em um thriller imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmado com extrema habilidade por Darren Aronofsky (dos igualmente brilhantes &lt;i&gt;O Lutador&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Réquiem para um Sonho&lt;/i&gt;), que produz belíssimos closes a partir dos elementos do balé e dos movimentos leves e de rara beleza que a dança por si só já traz, &lt;i&gt;Black Swan&lt;/i&gt; - no título original - é repleto de simbolismos que mesclam a história do balé &lt;i&gt;O Lago dos Cisnes&lt;/i&gt; com a história pessoal de Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o diretor é igualmente eficiente em extrair atuações bastante expressivas de seu elenco, capitaneado por uma Natalie Portman irrepreensível. Vicente Cassel, Barbara Hershey e Mila Kunis conseguem ir além da simples função de escada de Portman e, apoiados pelo ótimo roteiro de Mark Heyman, Andres Heinz e John McLaughlin, dão nuances variadas aos seus personagens. Thomas é visivelmente um diretor de talento, mas seus métodos são tão eficientes quanto controversos. Erica, ao mesmo tempo em que demonstra um extremo cuidado em relação à filha, submete-a a uma pressão ainda maior. E Lily passeia pela fronteira entre a amiga verdadeira e a pior concorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso destacar também o trabalho de Clint Mansell, que consegue criar uma trilha sonora tão eficiente a ponto de rivalizar em beleza e expressividade com a música composta por Tchaikovsky. Sob a regência de Aronofsky, &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt; é sem dúvida um dos melhores filmes do ano e uma poderosa metáfora sobre a morte em seu sentido figurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Niko Tavernise (Fox)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-3913749694050793729?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/3913749694050793729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=3913749694050793729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3913749694050793729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3913749694050793729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/02/cisne-negro.html' title='Cisne Negro'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQ_O9qMXb_I/AAAAAAAAAe4/qH2GIaWHohk/s72-c/cisnenegro.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-2081548643844872442</id><published>2011-01-30T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-02-10T11:45:31.245-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Biutiful</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUR_cvo_xLI/AAAAAAAAAkM/Fc6_L26PQE0/s1600/biutiful.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não espere qualquer esboço de sorriso de &lt;i&gt;Biutiful&lt;/i&gt;, mais recente trabalho do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu. São a melancolia e a tristeza que dão o tom de uma história que trata da iminência da morte para lançar no espectador o seguinte questionamento: o que fazer quando se sabe que o fim está inevitavelmente próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a essa pergunta que Uxbal (Javier Bardem, excepcional) terá de responder. Diagnosticado com um câncer em estado avançado - que já lhe atingiu a próstata, os ossos e o fígado -, ele ouve do médico que não lhe resta de vida mais do que dois meses. Sua aparente serenidade vem do fato de Uxbal ser sensitivo (ele consegue se comunicar com os mortos) e de acreditar que a morte é apenas mais uma etapa da vida, e não o seu fim. Com a saúde cada vez mais debilitada, não lhe sobra outra alternativa que não seja preparar sua partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se não é a morte, o martírio de Uxbal é a vida. Sua condição social é precária, sua relação com sua ex-mulher - a bipolar Marambra (Maricel Álvarez, perfeita entre o amor e o desequilíbrio) - não é boa e, para cuidar dos dois filhos pequenos, ele ganha a vida sendo o intermediário entre um fabricante chinês de bolsas piratas e imigrantes ilegais africanos que as vendem pelas ruas de Barcelona. Para complementar a renda, se faz presente em enterros para confortar os parentes dos que se foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Biutiful&lt;/i&gt; marca também uma nova fase na carreira de Iñárritu. Este é o primeiro filme em que ele não conta com o roteiro de Guillermo Arriaga, com quem o diretor rompeu e cuja parceria havia rendido obras como &lt;i&gt;Amores Brutos&lt;/i&gt; (2002), &lt;i&gt;21 Gramas&lt;/i&gt; (2003) e &lt;i&gt;Babel&lt;/i&gt; (2006). Neles, havia a fragmentação da história em diferentes segmentos que se cruzavam, o que foi abandonado no novo trabalho; &lt;i&gt;Biutiful&lt;/i&gt; - escrito pelo diretor em parceria com Armando Bo e Nicolas Giacobone - se concentra apenas na figura de Uxbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o drama ainda apresenta os excessos característicos das obras do diretor mexicano. Ao abordar a questão da imigração ilegal, Iñárritu desvia o foco do que realmente interessa (a jornada do protagonista rumo a redenção, se é que ela é possível), alongando o filme - que tem quase duas horas e meia - e deixando algumas pontas soltas, como o caso dos chineses homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a ambição de tratar destes diversos assuntos em nada prejudica a força da desintegração do núcleo famíliar principal e a tentativa cada vez mais desesperada de Uxbal em garantir um futuro para Ana (Hanaa Bouchaib, precisamente madura) e Mateo (Guillermo Estrella, cativante). São as cenas familiares - que também incluem a presença da mãe - as melhores de &lt;i&gt;Biutiful&lt;/i&gt;, e os atores conseguem trabalhar muito bem as nuances e os meios-tons de seus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ter Arriaga como roteirista é apenas um detalhe no novo trabalho de Iñárritu, que reedita as parcerias com o diretor de fotografia Rodrigo Prieto e o compositor Gustavo Santaolalla. Estão presentes as inegáveis qualidades técnicas e estéticas impressas nas obras anteriores, a habilidade de cruzar as tramas e as diversas temporalidades, o vigor narrativo (por vezes um tanto excessivo) e a eficiência na direção dos atores. A capacidade de transmitir sensações apenas com olhares e mínimos gestos tornaram Javier Bardem o melhor ator espanhol da atualidade e, sob a batuta de um diretor competente, não é surpresa alguma que seu desempenho tenha sido arrebatador, o que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes do ano passado, dividido com Elio Germano (&lt;i&gt;La Nuostra Vita&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais denso e sujo, num trabalho estético primoroso, que todas as obras anteriores de Iñárritu, &lt;i&gt;Biutiful&lt;/i&gt; é um drama que aprofunda a visão de seu diretor acerca da falta de limites para a dor e a sordidez humanas. São raríssimas as vezes em que um sorriso é percebido em cena e jamais encontraremos uma gargalhada sincera. O mundo que Iñárritu retrata é incapaz de ser acolhedor, é um mundo descompensado, desvairado e inquieto: é o mundo cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Paris Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-2081548643844872442?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/2081548643844872442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=2081548643844872442&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2081548643844872442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2081548643844872442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/biutiful.html' title='Biutiful'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUR_cvo_xLI/AAAAAAAAAkM/Fc6_L26PQE0/s72-c/biutiful.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-2958529837272114831</id><published>2011-01-29T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-02-10T11:44:45.873-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Em Algum Lugar</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUHC5brHxlI/AAAAAAAAAhk/dE-aLfYL6DY/s1600/somewhere.jpg" width="400" height="233" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No começo do filme &lt;i&gt;Em Algum Lugar&lt;/i&gt;, em uma coletiva de imprensa para divulgação do novo filme do protagonista, um dos repórteres faz aquela pergunta que todo ator já está mais do que acostumado a responder: "Quem é Johnny Marco?". Há um corte e não se ouve a resposta, se é que ela existiu. E ela não é ouvida porque ainda não há, àquela altura, uma sentença capaz de explicar quem, de fato, é Johnny Marco (Stephen Dorff).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o espectador havia visto, até então, era um ator de Hollywood que se aproveita da fama para conquistar as mulheres e levá-las para a cama, que vivem em festas regadas a bebidas alcoólicas e que acredita que pode tudo porque tem uma profissão que lhe garante uma enorme visibilidade. Mas a crítica ao mau uso da fama é apenas a camada mais externa de &lt;i&gt;Em Algum Lugar&lt;/i&gt;. O que Sofia Coppola busca investigar em seu mais recente trabalho é a mudança de comportamento de Johnny depois que sua filha Cleo (Elle Fanning, irmã caçula de Dakota) o surpreende com uma visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo novamente um astro de cinema como protagonista, a diretora recorre também aos temas que lhe renderam elogios da crítica em &lt;i&gt;Encontros e Desencontros&lt;/i&gt;, de 2003. Em Tóquio, Bob Harris (Bill Murray) sentia a dor da incomunicabilidade por estar sempre cercado de várias pessoas, mas privado da interação pela barreira do idioma. Para Johnny, a incomunicabilidade é potencializada pelo fato de que as pessoas falam a mesma língua, mas a comunicação não rompe a barreira da bajulação. Aos olhos dos outros, ele é um astro, e não alguém comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa ruptura que a presença de Cleo vai provocar. Para ela, ele não é uma estrela de Hollywood (ou não é apenas só isso), e sim seu pai, um homem comum, por mais que ele apareça dirigindo uma Ferrari, andando de helicóptero, hospedado em hotéis de luxo e atraindo mais atenção do que a maioria dos homens atrairia. É com ela que ele vai perceber que pode haver uma vida que seja absolutamente banal, mas interessante. Nesse ponto, impossível deixar de notar a semelhança entre Cleo e a própria diretora, filha de um dos maiores nomes do cinema norte-americano, o diretor Francis Ford Coppola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitando qualquer dado que possa ser interpretado como parte de sua história pessoal, Sofia torna a investigação da relação entre pai e filha, eixo central de seu filme, frouxa, sem profundidade. As poucas cenas onde é possível perceber um maior teor emocional se perdem em um conjunto de takes longos e vazios, ainda que visualmente interessantes. Sem conseguir completar a construção de seus personagens (talvez assombrada pela sua própria &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt; e a de seu pai), sem clímax e sem pontos de virada, a diretora não leva seu filme, com o perdão do trocadilho, a lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Merrick Morton (Paramount Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-2958529837272114831?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/2958529837272114831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=2958529837272114831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2958529837272114831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2958529837272114831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/em-algum-lugar.html' title='Em Algum Lugar'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TUHC5brHxlI/AAAAAAAAAhk/dE-aLfYL6DY/s72-c/somewhere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-3544576799837583649</id><published>2011-01-28T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-02-10T11:43:52.717-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Amor e Outras Drogas</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSt8UbpbGUI/AAAAAAAAAgA/JjYqd8JH6o4/s1600/amoreoutrasdrogas.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comédia romântica é um dos gêneros mais trabalhados por Hollywood e que raramente recebem atenção da crítica especializada, salvo exceções como &lt;i&gt;(500) Dias com Ela&lt;/i&gt; ou filmes que ganharam status com o passar dos anos como os protagonizados por Audrey Hepburn, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, então, em uma seara bastante produtiva e consumida, chamar atenção? Em &lt;i&gt;O Amor e Outras Drogas&lt;/i&gt;, Edward Zwick (&lt;i&gt;Um Ato de Liberdade&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Diamente de Sangue&lt;/i&gt;) responde a esta pergunta de duas maneiras: primeiro, com uma história mais irreverente do que as comuns; segundo, escalando como protagonistas dois dos atores mais queridos do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza delicada de Anne Hathaway dá vida a Maggie, uma mulher que se pretende livre e não está disposta a se relacionar seriamente com ninguém (em parte por sofrer precocemente de Parkinson). O que ela não esperava era conhecer Jamie (Jake Gyllenhaal), um vendedor de produtos farmacêuticos bastante charmoso e que tem todas as mulheres que quer aos seus pés. Evidentemente, os dois vão desenvolver um relacionamento, mudar seus pontos de vista, e descobrir que o amor surge quando menos se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no livro "Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman" (Difícil de Vender: A Evolução de um Vendedor de Viagra, em tradução livre), de Jamie Reidy, o roteiro escrito pelo próprio Zwick em parceria com Charles Randolph e Marshall Herskovitz é previsível como a maioria das comédias românticas, incluindo até as famosas e já esperadas reviravoltas, mas isso não atrapalha em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tarefa fácil para qualquer espectador esquecer essa previsibilidade e se divertir com as atuações de Hathaway e Gyllenhaal, que já haviam contracenado em &lt;i&gt;O Segredo de Brokeback Mountain&lt;/i&gt;, e que, em &lt;i&gt;O Amor e Outras Drogas&lt;/i&gt; têm tórridas relações sexuais que podem agradar a ala masculina geralmente avessa ao gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; David James (Fox Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-3544576799837583649?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/3544576799837583649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=3544576799837583649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3544576799837583649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3544576799837583649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/o-amor-e-outras-drogas.html' title='O Amor e Outras Drogas'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSt8UbpbGUI/AAAAAAAAAgA/JjYqd8JH6o4/s72-c/amoreoutrasdrogas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-1355167096835192006</id><published>2011-01-25T00:00:00.003-02:00</published><updated>2011-01-25T00:00:07.697-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>Fantasias para quando vier a chuva</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTuPHuK1MJI/AAAAAAAAAhc/zHWvaQ5_YvY/s1600/fantasiasparaquandovierachuva.jpg" width="400" height="495" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: #0075c9; font-size: 85%;"&gt;"&lt;i&gt;O que se mostra não me fascina.&lt;br /&gt;Eu cobiço o incompreensível&lt;br /&gt;e o inexplicável&lt;br /&gt;que me resuma&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #e4d200; font-size: 85%;"&gt;(&lt;i&gt;Alice contra o espelho&lt;/i&gt;, Samantha Abreu)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem que um bom livro começa pela capa. Nem sempre esta afirmação se mostra verdadeira. Eu mesmo conheço ótimos livros que - em uma edição mal cuidada - ganharam capas que não condiziam com seus conteúdos. Ainda assim, deixo fazer valer a máxima para quando as capas são tão irresistíveis que, mesmo desconhecendo autor ou assunto, é impossível não acabar comprando o livro em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo isso porque bati os olhos no livro que ilustra este post e foi impossível não reparar a beleza de sua capa. Para começar, um título mais do que instigante: &lt;i&gt;Fantasias para quando vier a chuva&lt;/i&gt;. Lembrei-me de sensações tão díspares quanto o medo e o fascínio que só quem se vê diante de uma tempestade pode sentir. Mas não se trata de uma tempestade, e sim de uma chuva, daquelas que lavam a alma e fazem um barulhinho bom nas folhas para dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo do título, tão convidativa e plástica, a foto &lt;i&gt;Festival&lt;/i&gt;, de Gemerson Dias. Não é difícil imaginar, quando se olha para ela, o porquê de ela ter recebido uma honrosa medalha de prata na XV Bienal em Cor, que foi promovida pela Confederação Brasileira de Arte Fotográfica. Pois bem, diante de uma capa dessas (e depois de muito tempo de contemplação), é absolutamente impossível não devorar todas as letras da autora Samantha Abreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida no Paraná, em 1980, e formada em Letras pela Universidade Estadual de Londrina, Samantha Abreu tem uma escrita tão fluida e sincera que o leitor sente a proximidade em cada linha. Os sentimentos que suas personagens evocam transbordam a questão do gênero e se inflamam poema a poema (mesmo quando eles vêm em formato de prosa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo falando de si (ou de um eu-lírico), a autora escreve também sobre nós, sobre nossas próprias questões e nossos medos, sobre aquilo que nos faz sermos exatamente quem somos, porque brotam das páginas textos repletos de uma verdade que não fraqueja e que não cessa, por mais que nos seja afiada como navalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fantasias para quando vier a chuva&lt;/i&gt; é um livro que pode ser devorado de uma única vez, consumido em doses generosas ou degustado aos poucos; fica a cargo do leitor saber o tamanho de seu apetite por essas palavras tão bem escritas e repletas de humanidade. E se você quiser saber como fazer para adquirir o seu exemplar (ou para ler mais textos de Samantha Abreu), recomendo que você faça uma visita ao blog da autora: &lt;a href="http://samanthaabreu.blogspot.com" target="blank"&gt;Haute Intimité&lt;/a&gt;. Só não garanto antídoto para o vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; capa do livro &lt;i&gt;Fantasias para quando vier a chuva&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-1355167096835192006?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/1355167096835192006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=1355167096835192006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1355167096835192006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/1355167096835192006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/fantasias-para-quando-vier-chuva.html' title='Fantasias para quando vier a chuva'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTuPHuK1MJI/AAAAAAAAAhc/zHWvaQ5_YvY/s72-c/fantasiasparaquandovierachuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-8375905979625733335</id><published>2011-01-23T00:00:00.004-02:00</published><updated>2011-02-10T11:42:46.604-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Zé Colmeia - O Filme e Brasil Animado</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTtrhJGxjwI/AAAAAAAAAhY/06HcwOcHI0c/s1600/zecolmeiaebrasilanimado.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz tempo que o cinema de animação deixou de ser destinado apenas às crianças. Pensando também no divertimento dos adultos, que - afinal - são quem levam os pequenos para assistir aos filmes, os estúdios passaram a investir em roteiros mais espertos e complexos, incluindo piadas dirigidas ao público que já cresceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso esta desculpa para assistir a praticamente todas as animações que chegam ao país. Na verdade, não uso desculpa alguma, já que na maioria das vezes não levo qualquer criança comigo. Vou ao cinema porque gosto do gênero e porque acredito que toda a animação é capaz de despertar no espectador memórias de sua infância. A complexidade que os roteiros ganharam nos últimos anos é só um motivo a mais para não deixar de assistir às animações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, estrearam dois exemplares dos gêneros: &lt;i&gt;Zé Colmeia - O Filme&lt;/i&gt;, um personagem norte-americano clássico, e &lt;i&gt;Brasil Animado&lt;/i&gt;, saudado como o primeiro longa-metragem de animação do país a ser produzido em três dimensões, formato que tem arrebatado plateias em todo o mundo e uma condição quase obrigatória para qualquer animação que pretenda render boas bilheterias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver &lt;i&gt;Zé Colmeia&lt;/i&gt; é preciso suspender a descrença e deixar aflorar o lado lúdico, afinal, os ursos do filme - além de usarem chapéu e gravata - transitam entre os humanos e falam com eles com naturalidade. Na trama, Zé Colmeia e seu parceiro Catatau vão ajudar o guarda Smith (Tom Cavanagh) a salvar o parque Jellystone das ambições mercantis do prefeito da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é bastante simples e o roteiro é eficiente em não se alongar demais. Para contá-la, bastaram leves oitenta minutos, em que as piadas carregam o espírito do desenho original: Zé Colmeia (dublado por Dan Aykroyd na versão original e pelo ótimo Guilherme Briggs na versão brasileira) é esperto e - tentando capturar cestas de piquenique - acaba aprontando suas trapalhadas, enquanto Catatau (Justin Timberlake, lá fora, e Renan Freitas, no Brasil) é um ursinho ingênuo. Despretensioso, &lt;i&gt;Zé Colmeia - O Filme&lt;/i&gt; é um filme divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;Brasil Animado&lt;/i&gt;, acompanhamos as aventuras de Stress e Relax em busca de um jequitibá rosa pelo país. Há algumas semelhanças entre este filme e Zé Colmeia: ambos utilizam a mistura entre cenas reais e de animação, duram cerca de uma hora e vinte (a obra brasileira tem setenta e oito minutos) e uma ótima dublagem (Eduardo Jardim dubla os dois protagonistas de &lt;i&gt;Brasil Animado&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as semelhanças se encerram aí. O roteiro de &lt;i&gt;Brasil Animado&lt;/i&gt; traz algumas boas piadas, mas suas muitas viagens pelos estados brasileiros o tornam didático demais e, à medida em que o filme evolui, enfadonho. Talvez o longa funcionasse melhor se dividido em uma série, mostrando os detalhes culturais e histórico de cada localidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, devemos louvar o esforço da diretora Mariana Caltabiano em produzir uma animação nacional no formato 3-D e torcer para que esta tenha sido apenas a pedra fundamental para que novas obras brasileiras do gênero possam chegar às telas e com cada vez mais qualidade. Por enquanto, &lt;i&gt;Brasil Animado&lt;/i&gt; ainda não é capaz de fazer frente aos anos de &lt;i&gt;expertise&lt;/i&gt; norte-americanos. Melhor para &lt;i&gt;Zé Colmeia - O Filme&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; montagem com fotos de Phil Bray (Warner Bros) e divulgação (Imagem Filmes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-8375905979625733335?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/8375905979625733335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=8375905979625733335&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8375905979625733335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8375905979625733335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/ze-colmeia-o-filme-e-brasil-animado.html' title='Zé Colmeia - O Filme e Brasil Animado'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTtrhJGxjwI/AAAAAAAAAhY/06HcwOcHI0c/s72-c/zecolmeiaebrasilanimado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-5864072758412123765</id><published>2011-01-21T00:00:00.006-02:00</published><updated>2011-02-10T11:40:53.077-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Tio Boonmee...</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTjd9_WqKnI/AAAAAAAAAhQ/-K_nddPK8qY/s1600/tioboonmee.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bastante celebrado em mostras e festivais realizados no país, o cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul ainda não havia tido seus filmes exibidos no circuito dos cinemas brasileiros. O diretor, que tem no currículo preciosidades como &lt;i&gt;Mal dos Trópicos&lt;/i&gt;, de 2004, e &lt;i&gt;Síndromes e um Século&lt;/i&gt;, de 2006, finalmente conseguiu espaço para ser lançado no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato pode ser atribuído à conquista da Palma de Ouro de melhor filme no tradicional Festival de Cannes no ano passado. &lt;i&gt;Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas&lt;/i&gt; (cujo título original é &lt;i&gt;Loong Boonmee Raleuk Chat&lt;/i&gt;), que estreou hoje, tem a marca registrada de seu diretor, misturando a vanguarda de suas narrativas com a beleza plástica e tranquila das imagens que capta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, uma reunião de família aparentemente banal vai adquirindo tons sobrenaturais ao incorporar membros que já estão mortos ou que simplesmente desapareceram. A princípio, parece inusitado, mas Apichatpong filma de modo tão natural, com tanta calma, que as situações, por mais bizarras que sejam em tese, se tornem aceitáveis e até mesmo plausíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo criado pelo cineasta resvala no fantástico ao misturar constantemente o movimento, o transitório, com os mitos orientais sendo incorporados à realidade dos personagens, assumindo tanto formas humanas quanto animais ou transcendentais. Tudo feito com muita parcimônia; os efeitos especiais parecem milimetricamente estudados para atingir um lirismo poético e plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas de que o diretor prima por um cinema de exuberância, ainda que mantenha um conceito narrativo apurado e complexo, que carrega o filme no limiar entre a elegância e a simplicidade. As belas imagens, captadas por Yukontorn Mingmongkon e Sayombhu Mukdeeprom, vão se sobrepondo tão fluidamente que é fácil esquecer quaisquer indagações e embarcar na fantasia da história e no rigor estilístico de Apichatpong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suspensão do tempo, tão cara à filosofia cinematográfica que o diretor vai pintando a cada novo filme que realiza, é um grande entrave para aqueles que estão acostumados apenas com o cinema do entretenimento rápido, que não se permitem "perder" tempo com a "falta de ação". Esses não sabem que a aparente carência de movimento é também fundamental para o desenrolar da narrativa e, para eles, &lt;i&gt;Tio Boonmee...&lt;/i&gt; vai parecer arrastado, interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, passadas quase duas horas de projeção, que podem parecer bem mais quando não se capta plenamente o espírito da obra, o filme termina, deixando espaço para que o espectador tire suas próprias conclusões a partir do panorama quase filosófico que Apichatpong vai derramando gota a gota na tela. As dimensões fantástica e real vão se combinando naturalmente até se tornarem apenas uma, mas esta só funciona para aqueles espectadores que se permitem penetrá-la pouco a pouco, porque o cinema de Apichatpong - o cinema da reflexão - é o cinema da beleza da calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Filmes da Mostra)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-5864072758412123765?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/5864072758412123765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=5864072758412123765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5864072758412123765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/5864072758412123765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/tio-boonmee-que-pode-recordar-suas.html' title='Tio Boonmee...'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTjd9_WqKnI/AAAAAAAAAhQ/-K_nddPK8qY/s72-c/tioboonmee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-813075348070159286</id><published>2011-01-16T00:00:00.004-02:00</published><updated>2011-06-17T23:27:42.060-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Mãe, uma foto inesquecível</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTL0Ir93-PI/AAAAAAAAAg8/orTj_ZwF4F0/s1600/maefilhomorto.jpg" width="400" height="256" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novamente, por conta das chuvas que atingem a Região Serrana, o Rio de Janeiro contabiliza centenas de mortos. São imagens aterradoras que mostram um grau de devastação jamais visto no país. Muitas pessoas perderam toda a família, suas casas, seus móveis, projetos de uma vida inteira que se foram com a força das águas, que ainda ameaçam (e apavoram) os cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível esquecer da cena do resgate da dona de casa Ilair, que estava ilhada no que a chuva e a correnteza ainda não haviam destruído de sua casa, em São José do Vale do Rio Preto. Resistiam ali ela e alguns cachorros. Um deles ela tentou salvar. Amarrou-se na corda jogada de uma casa vizinha e, com o cachorro nos braços, se lançou nas águas barrentas. A força do rio de lama fez com que ela não conseguisse segurar, ao mesmo tempo, a corda e o cachorro. Para se salvar, dona Ilair se agarrou à corda com ambas as mãos; o cachorro, infelizmente, desapareceu na enxurrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil calcular a dor que sentem aqueles que perderam tudo de uma hora para outra. Filhos que ficaram órfãos e mães que perderam seus filhos. E sempre que me recordo de mães que perderam seus filhos me vem à cabeça a fotografia &lt;i&gt;Mãe&lt;/i&gt;, tirada por Marcelo Carnaval, fotógrafo do jornal &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt;, em agosto de 2006 (foto esta que ilustra este post). Nela, a mãe do empresário Leornardo Drummond segura a cabeça do filho assassinado no Centro da cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada com as pernas esticadas, com a cabeça do filho morto em seu colo (as mãos enlaçando-a com afeto) e o olhar perdido no horizonte por trás dos óculos de aro escuro. Esta foto me faz perder as palavras diante de tamanha dor. Dizem que é preciso ser mãe para entender a maternidade (ou pai, para a paternidade), mas tudo isso me parece bobagem quando vejo esta imagem. Basta saber que ali está uma mãe segurando seu filho morto, um filho que ela esperou por nove meses, deu-lhe nome, educação, valores, amparou perdas, cultivou sonhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fomos ensinados a perder quem amamos, mas a natureza nos fez e faz saber que a ordem natural das coisas é os filhos sobreviverem aos pais. Não sabemos jamais como agir ou o que dizer quando a vida inverte a lógica. Que palavras acalentariam uma mãe que, se pudesse, morreria no lugar do filho? Não há consolo possível e o tempo é apenas um paliativo necessário para seguir vivendo, porque uma mãe (ou pai) jamais se esquece do filho morto e da falta que ele faz. Ficar sem palavras diante da foto de Marcelo Carnaval é a certeza de que nada repara esta perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;i&gt;Mãe&lt;/i&gt;, de Marcelo Carnaval, recebeu o Prêmio de Jornalismo Rei da Espanha, na categoria fotografia, e o Prêmio Esso de Fotografia.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Mãe&lt;/i&gt;, Marcelo Carnaval (O Globo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-813075348070159286?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/813075348070159286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=813075348070159286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/813075348070159286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/813075348070159286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/mae-uma-foto-inesquecivel.html' title='&lt;i&gt;Mãe&lt;/i&gt;, uma foto inesquecível'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TTL0Ir93-PI/AAAAAAAAAg8/orTj_ZwF4F0/s72-c/maefilhomorto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-132404120223014337</id><published>2011-01-12T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-02-10T11:39:17.350-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Enrolados</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQfubCp7oHI/AAAAAAAAAdc/NFJAx_Okvvc/s1600/enrolados.png" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois do arroubo criativo da trilogia &lt;i&gt;Shrek&lt;/i&gt;, da DreamWorks, não é mais tão fácil subverter as histórias dos contos de fadas e vertê-las para as telas do cinema. Com &lt;i&gt;Enrolados&lt;/i&gt;, dirigido por Nathan Greno (que colaborou no roteiro de &lt;i&gt;Irmão Urso&lt;/i&gt;) e Byron Howard (que também dirigiu &lt;i&gt;Bolt - Supercão&lt;/i&gt;), os estúdios Disney ficam a meio caminho da subversão e da tradição, não conseguindo atingir com o seu brilhantismo característico nenhum dos dois lados. &lt;i&gt;Shrek&lt;/i&gt;, para ficar no mesmo exemplo, é muito mais ácido e sagaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente sob o título de &lt;i&gt;Rapunzel&lt;/i&gt; (e sabe-se lá porque motivo a Disney alterou o nome do filme para &lt;i&gt;Tangled&lt;/i&gt;, que seria "trançado"), &lt;i&gt;Enrolados&lt;/i&gt; conta a história de uma princesa - Rapunzel - que foi raptada ainda bebê do castelo onde morava e mantida trancada em uma torre. Sem sair, ela sonhava com o mundo exterior e com todas as aventuras que ele talvez lhe possibilitasse. Prestes a completar dezoito anos, seu maior sonho se torna realidade e, com a ajuda do bandido Flynn Ryder, ela vai viver suas aventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de personagens realmente cativantes vem da escolha errada de tentar mesclar uma história de princesa tradicional com toques de subversão dos contos de fadas. Ainda que Rapunzel, Flynn Ryder e o camaleão de estimação da moça (e o camaleão é uma metáfora ótima para o que o filme buscou ser) se esforcem para ser simpáticos, o roteiro burocrático e muitas vezes previsível não deixa qualquer lacuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa dizer que &lt;i&gt;Enrolados&lt;/i&gt; seja um filme ruim, longe disso. É possível se divertir em vários dos seus cem minutos de duração, mas para quem se acostumou a clássicos da Disney como &lt;i&gt;O Rei Leão&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Bela e a Fera&lt;/i&gt;, por exemplo, ou à qualidade que a Pixar tem tornado padrão para a animação mundial, com os belíssimos &lt;i&gt;Wall-e&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Up - Altas Aventuras&lt;/i&gt;, a história de Rapunzel pode deixar a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, estão presentes no filme os elementos que fizeram da Disney um marco da animação cinematográfica, como o bom uso das músicas como parte integrante da narrativa que está sendo desenvolvida e os prólogos que rapidamente nos inserem no contexto e nos fazem embarcar na história. &lt;i&gt;Enrolados&lt;/i&gt; é uma opção de entretenimento no cinema, ainda mais para aqueles que gostam do 3D, mas a Disney podia fazer mais, bem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; divulgação (Disney Pictures)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-132404120223014337?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/132404120223014337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=132404120223014337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/132404120223014337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/132404120223014337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/enrolados.html' title='Enrolados'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQfubCp7oHI/AAAAAAAAAdc/NFJAx_Okvvc/s72-c/enrolados.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-6404844188587483487</id><published>2011-01-10T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-01-09T19:16:35.697-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>Três livros</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSokGAF4y4I/AAAAAAAAAf4/Uqx99OTt0lQ/s1600/treslivros.png" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os últimos dias do ano passado e os primeiros deste ano, pelo menos no Rio de Janeiro, foram de tempo ruim, com muitas nuvens e uma chuva fraca, mas que não parava de cair. Enquanto São Pedro não colaborava com o sol que garantiria a diversão das férias na praia, aproveitei para colocar em dia algumas leituras, afinal, sempre compro uma infinidade de livros antes mesmo de dar conta dos que tinha comprado anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter lido o ótimo &lt;i&gt;O Filho Eterno&lt;/i&gt;, um relato verdadeiro e pungente sobre a paternidade de um filho com síndrome de Down, e das críticas positivas da nova obra do autor Cristovão Tezza, &lt;i&gt;Um Erro Emocional&lt;/i&gt;, resolvi comprar mais alguns títulos dele. Por enquanto, li apenas &lt;i&gt;A Suavidade do Vento&lt;/i&gt;, onde acompanhamos as desventuras de Matozo, um professor que encontra na literatura uma motivação para continuar vivendo e para espantar a mediocridade que o cerca em uma cidade do interior do Paraná. Pela facilidade de compreensão da narrativa e pela escrita que não busca grandes rebuscamentos, a leitura é bastante fluida, mas - numa inevitável comparação entre os títulos - &lt;i&gt;A Suavidade do Vento&lt;/i&gt; é muito inferior a &lt;i&gt;O Filho Eterno&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em escrita objetiva, li também &lt;i&gt;Paris é uma Festa&lt;/i&gt;, de Ernest Hemingway, obra publicada postumamente e que reúne uma série de pequenas observações sobre a vida na cidade-luz na década de vinte, com seus cafés enfumaçados e o convívio entre anônimos e famosos pelas ruas da capital francesa. Com altas doses de ironia, humor e saudade, &lt;i&gt;Paris é uma Festa&lt;/i&gt; é mais do que um simples relato, é uma radiografia de uma época que contou com as ilustres presenças do próprio Hemingway, Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound e F. Scott Fitzgerald, todos presentes no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris é também cenário de &lt;i&gt;Travessuras da Menina Má&lt;/i&gt;, livro do peruano Mario Vargas Llosa, consagrado ano passado com um merecido Nobel de Literatura. Na obra, acompanhamos o peruano Ricardo que desde jovem sonhou viver na cidade. Alcançado este objetivo, sua vida poderia ser classificada como perfeita, não fosse um demoninho de saias chamado Lily, que ele amou desde a adolescência e que seguiu amando indefinidamente. Ela, porém, sempre mudando de nome e de marido, reaparece na vida do peruano várias vezes ao longo dos anos, mergulhando-o em um caldo que, misturando paixão e dor, prazer e distância, está sempre prestes a entornar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os encontros e desencontros dos dois, Llosa permeia o livro com lembranças de sua própria juventude e de fatos históricos que marcaram a Paris revolucionária dos anos 1960, a Londres das drogas e da cultura hippie dos anos 1970, a Tóquio dos grandes mafiosos e a Madri da virada política dos anos 1980, cenários que servem de pano de fundo para a obra e que imprimem uma dose de realidade absolutamente incrível à história. A escrita deliciosa de Llosa torna a leitura mais do que recomendada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Capa das edições brasileiras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-6404844188587483487?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/6404844188587483487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=6404844188587483487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/6404844188587483487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/6404844188587483487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2011/01/tres-livros.html' title='Três livros'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TSokGAF4y4I/AAAAAAAAAf4/Uqx99OTt0lQ/s72-c/treslivros.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-2246277201124061915</id><published>2010-12-22T00:00:00.001-02:00</published><updated>2010-12-22T00:00:01.358-02:00</updated><title type='text'>Então é Natal... e Ano Novo também!</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TRCx7uXFGEI/AAAAAAAAAfk/_JyF9gOjsUk/s1600/xmasball.png" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Natal já bate à nossa porta e, por bem, devemos deixá-lo entrar. Que ele então entre trazendo a reboque um novo ano, com mais trezentos e sessenta e cinco dias que sejam incríveis e repletos de boas realizações. Que a gente consiga aproveitá-los como deveríamos ou como gostaríamos. Que a gente tenha tempo de ver bons filmes, ler bons livros e bater ótimos papos com os amigos. Que a gente aprenda nas adversidades e trabalhe sempre focado em fazer da melhor maneira possível o que foi pedido. Que a gente consiga reconhecer os erros cometidos e busque soluções para consertá-los. Que a gente seja capaz de elogiar o outro por um trabalho bem feito ou uma boa atitude. Que a gente consiga sorrir mais, se divertir mais e não perder a cabeça com problemas de fácil resolução. Que a gente ame, ou desame, dependendo da necessidade. Que a gente saiba que um ano parece pouco, mas que seja o suficiente para a felicidade que é feita das pequenas coisas. A todos vocês que passaram, que passam ou que vão passar por aqui nestas férias, desejo um ótimo Natal e um 2011 novinho em folha para ser preenchido com o que de melhor a gente puder dar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Xmas Ball&lt;/i&gt; (Billy Alexander, &lt;a href="http://www.sxc.hu/photo/1243968" target="_blank"&gt;+&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-2246277201124061915?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/2246277201124061915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=2246277201124061915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2246277201124061915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/2246277201124061915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2010/12/entao-e-natal-e-ano-novo-tambem.html' title='Então é Natal... e Ano Novo também!'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TRCx7uXFGEI/AAAAAAAAAfk/_JyF9gOjsUk/s72-c/xmasball.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-3813738598073275228</id><published>2010-12-19T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-04-21T09:43:39.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>Precisamos falar sobre o Kevin</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQ0YZDwlRZI/AAAAAAAAAd0/zjUPlu5DCjo/s1600/precisamosfalarsobreokevin.png" width="400" height="575" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto de comprar livros e de sempre ter pelo menos um em casa que eu não tenha lido. O ter "um" em casa não lido é mera força de expressão, porque não posso usar os dedos para contar quantos já comprei e que ainda aguardam leitura. &lt;i&gt;Precisamos falar sobre o Kevin&lt;/i&gt;, da escritora norte-americana Lionel Shriver, era um desses. Comprei pelo magnetismo de sua capa e pela curiosidade do título. Quem era este Kevin que se escondia por trás de uma máscara e que ação ele poderia ter feito para ser digno de um livro de quase quinhentas páginas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lancei-me na doce tarefa de descobrir. Pela escrita absolutamente fluente de Shriver, deparei-me com este adolescente enigmático que é Kevin, que - prestes a completar dezesseis anos - promoveu uma série de assassinatos em sua escola. O que mais surpreende não é o ato em si, já que diversos adolescentes norte-americanos já promoveram massacres em suas escolas, e sim o caráter de Kevin e o grau de sofisticação de seus crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a barbárie é apenas o estopim para o que a autora nos propõem. O livro é composto pelas cartas que Eva, mãe de Kevin, escreve ao marido Franklin. Nelas, há análises da conturbada relação mãe e filho que ela e o garoto desenvolveram desde que ele nasceu e de como era totalmente diferente a relação de Kevin com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando investigar se ela própria, Eva, é responsável pelos atos do filho, o livro não nos dá conclusão alguma, apenas situações que permitem ao leitor tirar suas próprias conclusões. E o maior trunfo da escrita de Shriver é não criar frases de efeito diante de uma realidade que, pela sinceridade das descrições e dos pensamentos da protagonista, em si, já provoca os maiores efeitos. Alguns trechos são escritos de forma comum, mas pelas ideias que carregam são intensos, pulsantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela natureza do tema e da crueza das atitudes do garoto, não se pode dizer que a leitura de &lt;i&gt;Precisamos falar sobre o Kevin&lt;/i&gt; seja sempre simples, mas é impossível não continuar lendo o livro para saber até onde a maldade do adolescente e a rivalidade entre ele e sua mãe são capazes de ir. Íntimos e honestos, os relatos de Eva às vezes podem ser perturbadores, mas dão a exata dimensão do impasse no qual se vê a protagonista: havia ela criado um monstro e, sendo assim, teria ela culpa pelas atitudes de Kevin? Com habilidade, Lionel Shriver deixa as perguntas em aberto e, para respondê-las, é preciso ler o livro. Vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Capa da edição brasileira sobre foto de Deborah Raven&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-3813738598073275228?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/3813738598073275228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=3813738598073275228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3813738598073275228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3813738598073275228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2010/12/precisamos-falar-sobre-o-kevin.html' title='Precisamos falar sobre o Kevin'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQ0YZDwlRZI/AAAAAAAAAd0/zjUPlu5DCjo/s72-c/precisamosfalarsobreokevin.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-8931927337162252347</id><published>2010-12-12T00:00:00.029-02:00</published><updated>2011-04-21T09:41:20.678-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia'/><title type='text'>Paris Vertical</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQQWe2lvFAI/AAAAAAAAAbE/_T1o0ZrobOM/s320/eiffeltoursoutheastpillar1997.png" width="190" height="485" alt="La Tour Eiffel, Pilier Sud-Est, 1997" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: #0075c9; font-size: 85%;"&gt;"&lt;i&gt;Après tout, Paris n'est pas si aimable.&lt;br /&gt;Il y a trop de voitures, trop de pigeons&lt;br /&gt;et l'amabilité n'est pas la plus grande vertu des Parisiens.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;i&gt; Paris pourrait être une ville très agréable,&lt;br /&gt;mais elle ne se laisse pas saisir si facilement,&lt;br /&gt;il faut du courage et de l'imagination pour l'aimer&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #777777; font-size: 85%;"&gt;"&lt;i&gt;Afinal, Paris não é tão amável.&lt;br /&gt;Tem muitos carros, muitos pombos&lt;br /&gt;e amabilidade não é uma das maiores virtudes dos parisienses.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;i&gt; Paris poderia ser uma cidade muito agradável,&lt;br /&gt;mas ela não se deixa perceber tão facilmente,&lt;br /&gt;é preciso coragem e imaginação para amá-la&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #e4d200; font-size: 85%;"&gt;(Martin Page, escritor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase todas as pessoas que voltam de Paris trazem na bagagem a mesma impressão: Paris é uma cidade a ser visitada por sua história, cultura e beleza, mas os parisienses deixam a desejar no quesito hospitalidade. Para os brasileiros, o choque é ainda maior, já que somos culturalmente disponíveis aos estrangeiros, sempre atentos às suas solicitações. Ama-se Paris apesar dos parisienses, como comprova a citação acima, feita pelo parisiense Martin Page (que é considerado o Woody Allen francês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de Paris mesmo sem conhecê-la (ainda!) e, por sorte e acaso, acabei de ganhar o livro &lt;i&gt;Paris Vertical&lt;/i&gt;, do fotógrafo alemão Horst Hamann, que passou dez anos fotografando a capital francesa sempre na vertical, buscando captar detalhes da cidade que passam quase invisíveis dada a quantidade de monumentos que um turista deve visitar quando está em Paris. É preciso tempo e olhos bastante apurados para enxergar beleza no que não nos chama a atenção de imediato. E é exatamente esse o trabalho de Hamann.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQQWYA5TolI/AAAAAAAAAa0/FaOj25E0dl8/s1600/tourmontparnasse2004.png" width="190" width="485" alt="Tour Montparnasse, 2004"&gt; &lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQQWbeHvSFI/AAAAAAAAAa8/IcMV_F5NifY/s1600/notredame2004.png" width="190" width="485" alt="Notre Dame, 2004"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: #0075c9; font-size: 85%;"&gt;"&lt;i&gt;Ajoutez deux lettres à Paris: c'est le paradis&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #777777; font-size: 85%;"&gt;"&lt;i&gt;Adicione duas letras à Paris: é o paraíso&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #e4d200; font-size: 85%;"&gt;(Jules Renard, escritor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fotógrafo nasceu em Mannheim, na Alemanha, e se mudou para Nova York em 1989, aos dez anos de idade. Lá, ele começou seu trabalho de fotografar a cidade verticalmente, algo bastante apropriado para um lugar recheado de arranha-céus. As fotos foram reunidas no livro &lt;i&gt;New York Vertical&lt;/i&gt;, lançado em 1996, que vendeu mais de 150 mil cópias, recebeu o Kodak Photobook Award e circulou em exposições mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atenções se voltaram para Paris depois que o fotógrafo se casou com a francesa Marie e passou a morar em um pequeno apartamento, onde ficou por três anos, próximo ao Jardim de Luxemburgo, um dos cartões-postais da cidade. Mas a cidade-luz lhe lançava um novo desafio. Diferentemente de Nova York, a capital francesa era uma cidade muito mais horizontal do que vertical e captá-la desta forma exigia maior sensibilidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQQWZouuEgI/AAAAAAAAAa4/GwrogxBm-wk/s1600/ruedefaubourgsaintdenis2004.png" width="190" width="485" alt="Rue de Faubourg Saint Denis, 2004"&gt; &lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQQWdJYegEI/AAAAAAAAAbA/iN1HfoHFQEg/s1600/lagrandearche1997.png" width="190" width="485" alt="La Grande Arche, 1997"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: #0075c9; font-size: 85%;"&gt;"&lt;i&gt;Quelle est la différence entre une vierge et Paris? Paris sera toujours Paris&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #777777; font-size: 85%;"&gt;"&lt;i&gt;Qual é a diferença entre uma virgem e Paris? Paris será sempre Paris&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #e4d200; font-size: 85%;"&gt;(Aurélie Ben Barek, artista)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para concluir &lt;i&gt;Paris Vertical&lt;/i&gt;, lançado em 2004, Hamann trabalhou por dez anos, captando desde ângulos diferentes de lugares já historicamente famosos a detalhes urbanos da vida na cidade, como o fluxo de pessoas na rua e a publicidade que invade as grandes metrópoles. As fotografias, todas em preto e branco, formam tanto um painel arquitetônica de um dos centros por excelência desta arte (a arquitetura) como deixam entrever o estilo de vida contemporâneo da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das que fez para os dois livros já citados, cujas edições no Brasil são importadas, Hamann fotografou outras cidades e outros temas, que podem ser conferidos em seu site (&lt;a href="http://www.horsthamann.com" target="_blank"&gt;www.horsthamann.com&lt;/a&gt;). São trabalhos que combinam um senso estético bastante elaborado e um uso consciente do espaço a ser fotografado. Entre as obras, há fotografias artísticas e publicitárias, coloridas e em preto e branco e um vídeo vertical de Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Fotos:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;La Tour Eiffel, Pilier Sud-Est&lt;/i&gt; (1997), &lt;i&gt;Tour Montparnasse&lt;/i&gt; (2004), &lt;i&gt;Notre Dame&lt;/i&gt; (2004), &lt;i&gt;Rue de Faubourg Saint Denis&lt;/i&gt; (2004), &lt;i&gt;La Grande Arche&lt;/i&gt; (1997) (Horst Hamann, in &lt;i&gt;Paris Vertical&lt;/i&gt;, &lt;a href="http://www.horsthamann.com" target="_blank"&gt;www.horsthamann.com&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-8931927337162252347?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/8931927337162252347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=8931927337162252347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8931927337162252347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/8931927337162252347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2010/12/paris-vertical.html' title='Paris Vertical'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQQWe2lvFAI/AAAAAAAAAbE/_T1o0ZrobOM/s72-c/eiffeltoursoutheastpillar1997.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-3020685752598981433</id><published>2010-12-11T18:37:00.001-02:00</published><updated>2011-06-17T23:25:40.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Modo silencioso</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQPgHXxaJmI/AAAAAAAAAaw/ZXehl2hnvD8/s1600/modosilencioso.png" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É possível que se diga muitas coisas a respeito do comportamento dos brasileiros e, mais particularmente, dos cariocas, sejam elas boas ou ruins. Mas nenhum comportamento me irrita tanto (ou mais) do que o que diz respeito ao uso de celulares. É impressionante como aparelhos cada vez menores conseguem ser cada vez mais irritantes na mão de pessoas que não têm o mínimo de bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, não estou querendo - e nem posso - culpar o dispositivo por suas infinitas funções, afinal, há uma série de opções que o usuário pode adotar para incomodar o mínimo possível. Trata-se, na verdade, da falta de educação que impera durante o seu uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou daqueles que acreditam que, em espaços coletivos, o celular tem de incomodar o mínimo possível os demais, uma regra que não parece adotada por todos e que cada vez mais vem caindo em desuso. Os toques estão cada vez mais altos e a opção de personalizá-los nos brinda com o que de mais surpreendente (e, muitas vezes, irritante) há na criatividade do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a opção de colocar o celular para vibrar é cada vez menos atraente, não se pode dizer o mesmo da possibilidade de escutar música no aparelho. Sem dúvida este é um passatempo bastante apropriado para longas distância no ônibus, por exemplo, e não condeno de forma alguma sua prática, desde que o usuário utilize fones de ouvido e não nos obrigue a compartilhar do seu gosto musical. E, na grande maioria das vezes, esse gosto estará diametralmente oposto ao seu, o que torna a viagem ainda mais cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra fonte de irritação costumeira é o uso dos aparelhos de rádio. Cada vez mais populares, os rádios se espalharam pela cidade e é praticamente impossível passar uma viagem de ônibus sem que alguém receba um alerta em alto e bom som. E você, que estava quieto no seu banco (quando não em pé ou ao lado do sujeito), é obrigado a escutar uma conversa que não lhe diz respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior de tudo é que esses são problemas os mais simples possíveis de serem resolvidos. Aliás, são problemas que não deveriam nem mesmo ser criados! Não me parece ser muito difícil que alguém aprenda a colocar o celular no silencioso ou a usar o fone de ouvido (ainda mais que os sistemas tecnológicos são cada vez mais arraigados e intuitivos), mas educar um povo inteiro é uma odisseia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;One call&lt;/i&gt; (Sanja Gjenero, &lt;a href="http://www.sxc.hu/photo/1105263" target="_blank"&gt;+&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-3020685752598981433?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/3020685752598981433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=3020685752598981433&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3020685752598981433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3020685752598981433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2010/12/modo-silencioso.html' title='Modo silencioso'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TQPgHXxaJmI/AAAAAAAAAaw/ZXehl2hnvD8/s72-c/modosilencioso.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-795324170834556212</id><published>2010-12-02T00:00:00.010-02:00</published><updated>2011-06-17T23:24:36.641-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>As operações no Complexo do Alemão</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TPZc-NdEw_I/AAAAAAAAAYA/13zMyBsd0NA/s1600/bandeirario.jpg" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um assunto é inevitável no Rio de Janeiro: a operação no Complexo do Alemão. Seja pela relevância dos acontecimentos ou pelo simples fato de que não há veículo da mídia que não os estampe como matéria de capa. Assim, as conversas de elevador, das salas de espera de médicos e do táxi ficaram um pouco mais animadas ao deixar de lado o calor que faz na cidade antes mesmo de o verão começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, a ocupação do conjunto de favelas do Alemão é uma operação sem precedentes na história da cidade. Foram reunidos mais de dois mil homens, entre policiais civis, militares, federais e paraquedistas do exércitos, usados diversos helicópteros e blindados que jamais haviam sido empregados em situações urbanas para reconquistar um território há muito tempo dominado pelo tráfico de drogas. Uma operação de guerra necessária diante do poder que adquiriram os traficantes durante anos de negligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negligência pública e social. Por diversos governos, não houve qualquer plano claramente anunciado no campo da segurança pública. As operações, quando ocorriam, eram em sua grande maioria em resposta a ações de bandidos. E, se os governos nada faziam, a sociedade nada cobrava, salvo em casos estanques. E o combate ao tráfico foi sendo sucessivamente adiado. Até o ponto em que chegamos: não havia mais como adiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que muitos dos traficantes tenham conseguido escapar, é possível fazer um balanço favorável das operações. Mais de quarenta toneladas de drogas foram apreendidas, além de armas e munições, e centenas de bandidos foram presos. O complexo foi retomado e vai ganhar uma nova Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). E tudo isso sem o derramamento de sangue que se previa. E, com isso, a polícia recuperou prestígio e confiança que há muito não tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestígio e confiança que não devem ser abalados pelas denúncias de abuso policial que já começaram a surgir. Não se pode negar que há maus policiais no contingente, que usam da autoridade da farda em benefício próprio, mas seria no mínimo irresponsável afirmar que eles configuram a maioria da tropa. Não significa, porém, dizer, que eles não devam ser punidos. Devem, e com todo o rigor necessário, mas talvez essa não seja a melhor hora. O momento agora é para reestruturar o Complexo do Alemão, devolvê-lo à população com a implantação de uma nova UPP e buscar prender os traficantes que conseguiram escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas são as necessidades da segurança pública carioca, mas é inviável dar conta de todas elas ao mesmo tempo. Escolheu-se, como mais urgente, a pacificação de diversas comunidades e o combate ao tráfico de drogas. Dado este passo, devemos pensar no combate às milícias, na reestruturação das polícias, buscando identificar os maus policiais e eliminá-los da corporação, no controle da entrada de drogas e armas no país e na questão das drogas do ponto de vista do usuário, que é quem financia o tráfico. É ingenuidade achar que a questão do usuário se resolve apenas pelo viés da saúde. Se as drogas são ilícitas, seu porte e uso são, portanto, criminosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que falte muita coisa a fazer, é preciso entender que um primeiro passo foi dado e que o governo estadual, em parceria com a União e com o município, está se empenhando em desenvolver políticas de segurança mais claras e efetivas. Daí decorre o prestígio político alcançado por Sérgio Cabral, que foi reeleito ainda no primeiro turno. O dever da população, e também da mídia, é cobrar e vigiar o trabalho que está sendo desenvolvido e contribuir, quando preciso e quando possível, para a segurança do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Um parêntese se faz necessário. É preciso registrar o excelente trabalho feito pela sempre competente Ana Paula Araújo, jornalista e apresentadora da Rede Globo, na cobertura das ocupações na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; Sergio Moraes (Reuteurs)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-795324170834556212?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/795324170834556212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=795324170834556212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/795324170834556212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/795324170834556212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2010/12/as-operacoes-no-complexo-do-alemao.html' title='As operações no Complexo do Alemão'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TPZc-NdEw_I/AAAAAAAAAYA/13zMyBsd0NA/s72-c/bandeirario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1231524868513612601.post-3870692572946123081</id><published>2010-12-01T10:00:00.007-02:00</published><updated>2010-12-03T16:34:21.687-02:00</updated><title type='text'>Início</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img border="1" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TPPQu3kR1YI/AAAAAAAAAXM/Y0dZzL8xbdE/s1600/inicio.png" width="400" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Início. É comum ouvir dizer que começar alguma coisa é um dos passos mais difíceis a serem dados. Por vezes, tendo a concordar, mas sempre me lembro de que há situações tão simples de serem iniciadas que fazemos quase de forma instintiva e sem qualquer preparação. Outras, certamente, exigem de nós um tempo maior. E há ainda aquelas que precisam de coragem, seja lá em que grau, para serem começadas. Essas, em geral, marcam grandes mudanças e implicam grandes responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um texto? Para os que não gostam de escrever (ou que acham que não gostam, porque também há desses), a página branca é pior que a forca. E, entre os que escrevem com relativa facilidade e apreço pela escrita, as linhas não preenchidas também podem ser torturantes. Porque não basta a primeira palavra. É preciso que venha uma primeira ideia, e que ela seja suficientemente boa não só para começar um texto, mas para desencadear outras tantas ideias que articularão o pensamento. Às vezes, elas vêm fácil. Nem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que falar sobre o começo, estando no começo deste blog, é apenas uma maneira de disfarçar um certo desconforto. Não em escrever, porque particularmente gosto, mas porque o início de qualquer coisa é considerado um marco a ser revisto posteriormente e não me parece justo não deixar registrado que aqui é o início. Porque é isto que este post representa. Não o meu começo como blogueiro, porque aí já se vão uns bons anos, mas deste endereço em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me pareceu razoável, no início, dizer os propósitos de um blog. Pois bem, está aí uma regra que eu mesmo não aplico. Não que não haja qualquer propósito aqui, deve haver, mas talvez ele seja tão amplo que não o pareça de fato. Deixo o espaço livre, um campo aberto para assunto de qualquer natureza, seja qual for sua relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sejam bem-vindos!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #555555; font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;Foto:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;A Formiga&lt;/i&gt; [Saquarema, 2007]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1231524868513612601-3870692572946123081?l=www.pedrorabello.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.pedrorabello.com.br/feeds/3870692572946123081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1231524868513612601&amp;postID=3870692572946123081&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3870692572946123081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1231524868513612601/posts/default/3870692572946123081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.pedrorabello.com.br/2010/12/inicio.html' title='Início'/><author><name>Pedro Rabello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15849113035348395461</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TENtft0_imI/AAAAAAAAAGQ/A2AQjHOr2jc/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8h9UBFlTCQ/TPPQu3kR1YI/AAAAAAAAAXM/Y0dZzL8xbdE/s72-c/inicio.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
